Um Contrato com o Sr. Dietrich - série CEOs Apaixonados

Capítulo 02

- Olá, senhorita Alissa Sutton. Meu nome é Leopold Dietrich. - Ele ofereceu a mão para

ela. - Precisamos discutir algumas coisas.

Ele fingiu não conhecê-la. Alissa estava prestes a perguntar por que ele estava agindo

assim, mas ele moveu a boca em um "não" e apontou com os olhos para uma câmera que

captava o som na entrada.

Mesmo sem entender o motivo, Alissa sentiu que deveria entrar no jogo.

- Ah... Prazer, senhor Dietrich. Por favor, venha comigo.

"A minha curiosidade ainda vai me meter em encrencas!", ela não conseguiu deixar de

pensar.

Leopold entrou no escritório e deu uma olhada ao redor.

"Um escritório tão pequeno...", ele fez um leve bico.

Achar o proprietário do carro e informações a respeito de Alissa, através da placa do

veículo, foi fácil. Leopold precisou apenas "molhar a mão" de algumas pessoas.

Leopold sentiu que o local estava mais quente do que nunca e ele precisou se concentrar

para afastar as lembranças de Lydia e do motivo que o levou a expulsá-la de casa, naquele

estacionamento. Ele sentou-se na cadeira em frente à mesa de Alissa, cruzou as pernas e

sorriu para ela.

Leopold havia ido todo o plano de Alissa e ficou impressionado com o quão boa ela era.

Não, ele não tinha qualquer mudança para acrescentar, porém, como ele poderia deixar

passar a oportunidade de irritá-la? Algo naquela mulher o incitava a provocá-la.

"Gostosa pra cacete!" Leopold ficou embasbacado com Alissa. Os cabelos levemente

ondulados, os lábios levemente carnudos e os olhos castanhos atrevidos. Para completar,

ela usava uma roupa de escritório que acentuava todas as curvas dela, ainda que não fosse

de forma alguma vulgar.

- Seu plano é aceitável - ele falou, calmamente. Alissa ficou aliviada ao ouvir aquilo.

Quando um cliente difícil já chegava reclamando e chamando tudo de "porcaria", ela ficou

tensa imediatamente. Mas esse alívio não durou muito -, mas eu não trabalho com

"aceitável". Trabalho apenas com excelente. Você pode me dar o que eu quero, senhorita

Sutton?

Alissa olhou para ele. Aqueles lindos e sensuais olhos cinzentos que a encaravam.

- Sim. - Ela respondeu num tom que não conseguia reconhecer como sendo o seu.

Leopold sorriu e se levantou da cadeira, aproximando-se dela.

- Ótimo. Tenho algumas idéias sobre o que você deve fazer. - A voz de Leopold fazia

Alissa se sentir "estranha". - Amanhã, pela manhã, quero você na minha casa.

Ele disse, muito perto dela. Em seguida, ele puxou o telefone do bolso do paletó e enviou

uma mensagem para o Senhor Wright, pedindo ao homem que desse seu endereço a

Alissa.

- Na sua... Casa? - ela perguntou, confusa.

- Você deve estar lá às oito da manhã. - Leopold sorriu, piscou um dos olhos e fez uma

leve reverência, antes de sair.

Alissa, que estava atordoada, sentiu seu telefone vibrar. Ela nem teve uma reação

apropriada na frente daquele homem!

Senhor Wright: Tenha cuidado, ok? Ele meio que tem reputação de mulherengo, Alissa.

Você sabe como são alguns desses ricaços. Pensam que tem o rei na barriga! Qualquer

coisa, me liga e eu te tiro de lá, nem que seja com a polícia!

Alissa: Obrigada pelo conselho, Liam. Vou manter meus olhos abertos. Agora, posso ir para

casa? Tenho que estar na casa desse senhor às oito. Me manda o endereço dele, por favor.

O cretino simplesmente meteu o pé depois de jogar a bomba.

Senhor Wright: Claro, vá! E sinto muito por não ir com você amanhã. Perguntei aqui ao

chefe se eu poderia te acompanhar, mas ele disse que, se não fui convidado, eu devo ficar

de fora.

Alissa pegou sua bolsa e foi para o estacionamento. Quando ela estava abrindo a porta do

carro, ela ouviu um barulho vindo de trás dela. Ela se virou para ver o que era e, para sua

surpresa, Leopold estava lá.

- Eu só queria ter certeza de que você não dormiria aqui e esqueceria nosso encontro

amanhã. - Ele disse, com as mãos dentro dos bolsos.

"Esse cara é muito estranho! Lindo, mas estranho!"

- Não é um encontro, Senhor Dietrich. É uma reunião profissional. - Alissa tentou manter

o controle de sua voz para não demonstrar o quão afetada ela estava por ele. Então, as

palavras de Liam sobre aquele homem ser um mulherengo surgiram na mente dela.

Leopold caminhou em sua direção, com um sorriso malicioso no rosto. Ele era bonito,

charmoso e sexy, sem dúvida, mas também muito intimidante.

- Chame como preferir. - Ele a olhou de cima a baixo. - Vermelho combina com você.

Ele não olhou para ela novamente, apenas se virou e entrou no próprio carro. Suas palavras

a pegaram desprevenida, deixando-a muda, novamente.

Alissa apertou os lábios e balançou a cabeça. Ela entrou no carro e dirigiu.

Ela tomou um banho quente e gostoso. Enquanto estava na banheira, ela se lembrou dos

olhos e do sorriso de Leopold. Alissa não era do tipo que ficava olhando o corpo das

pessoas, menos ainda de um homem que ela não conhecia e, para piorar, um cliente. Mas

quando ele se sentou, os olhos dela acabaram repousando sobre...

- Que desgraçado mais bonito! - Ela mordeu o lábio, lembrando como ele a olhou.

Deixando a culpa de lado, por pensar naquelas coisas quando se referia ao trabalho, Alissa

desceu a mão pelo corpo, até chegar ao meio das pernas e se deixou acariciar e dar prazer.

Naquela noite, ela teve bons sonhos.

O despertador começou a tocar às seis e, com um grunhido, Alissa se levantou, os olhos

ainda fechados. Por mais que não conseguisse lembrar, ela estava tendo um sonho muito

bom e não queria ter que acordar para lidar com um pesadelo em forma de gente.

Após o banho, ela abriu o guarda-roupa e pegou um vestido preto, tubinho e seus olhos

acabaram por recair sobre um lindo vestido vermelho, lembrando-a das palavras do loiro

sedutor.

"Nem pensar!", ela se recriminou e terminou de se arrumar.

Liam mandou uma mensagem com o endereço e ela chamou um táxi. Alissa não estava

com vontade de dirigir naquela manhã, pois estava levemente sonolenta e preferiu não

arriscar.

- Chegamos, senhorita. - Disse o motorista. Ela virou a cabeça para o lado e olhou pela

janela do carro.

"Cacete! Olha só essa casa!", Alissa pagou a corrida e saiu do carro, ainda encarando a

casa que podia ser vista pelos portões de entrada.

Com paredes de pedra escura, Alissa só conseguia pensar que aquela casa se parecia com

um castelo.

- Para combinar com um rei. - Ela zombou, baixinho.

Os portões se abriram após ela se identificar no monitor e nem precisou bater à porta de

entrada, onde um mordomo com cabelos grisalhos a esperava.

- Bom dia, senhorita Sutton. O patrão a está esperando. Venha comigo, por favor. Vou lhe

mostrar o escritório dele. - O homem tinha aquela atitude que muitos mordomos daqueles

filmes antigos tinham: cheio de si, como se fosse o dono do lugar.

- Obrigada. - Alissa manteve um sorriso simpático, ainda que não tenha recebido nada

mais do que um olhar duro, do mordomo.

No caminho, ela notou que o teto era alto; todas as paredes eram em tons de cinza, Tudo

era elegante e, algo que a deixou curiosa: não havia qualquer foto ou quadro de pessoas.

- Só um momento. - O mordomo bateu em uma porta de madeira escura e esperou pela

resposta do outro lado.

- Pode entrar! - O mordomo abriu a porta e esperou Alissa entrar. Assim que ela o fez, o

homem fechou a porta atrás dela.

- Senhorita Sutton! Quanto tempo! - Leopold estava sentado em sua mesa, passando

uma caneta entre os dedos, enquanto a olhava.

- Sim, aproximadamente dez horas desde a última vez que nos vimos. Então, o que o

senhor gostaria de compartilhar comigo, que não podia ser feito no escritório da empresa,

senhor Dietrich?

- Sente-se. - Ele olhou para a cadeira em frente à mesa dele e Alissa percebeu que ele

não usou o "por favor". Na verdade, o tom dele foi um tanto frio. - Você sabe que estou na

indústria hoteleira, certo? Preciso do melhor marketing. Meus hotéis são 5 estrelas, o que,

claro, não é algo que todos possam pagar. Para cobrar tanto dinheiro, devo oferecer o

melhor serviço. No entanto, como posso convencer as pessoas a experimentarem as

nossas acomodações?

Ela pensou por um momento.

- Bem, você precisa de pessoas influentes que tenham utilizado seus serviços para

espalhar a palavra. Não digo para pagá-las a fim de fazerem propaganda, mas sim,

deixá-las de fato utilizarem os seus serviços.

- Utilizarem meus serviços... Interessante escolha de palavras, não acha? - Ele sorriu de

lado e a encarou diretamente nos olhos. - Você usaria meus serviços, senhorita Sutton?

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