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O Dia Em Que Meu Amor Por Ele Morreu
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O Dia Em Que Meu Amor Por Ele Morreu

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Em O Dia Em Que Meu Amor Por Ele Morreu, uma traição pública faz uma esposa forjar a própria morte. Nesta romance novel de vingança billionaire, ela abandona o legado Almeida Prado para destruir o império do ex-marido. Leia este modern novel sobre poder e retaliação.

Capítulo 1 de O Dia Em Que Meu Amor Por Ele Morreu

No dia do meu aniversário, meu marido, Ricardo, deu a Estrela dos Almeida Prado, uma joia de família de valor inestimável que me foi prometida, para sua cunhada viúva, Isabela.

Não foi só um presente. Foi uma declaração pública. Isabela estava grávida do filho dele — o herdeiro que eu não consegui lhe dar.

Sua mãe, a matriarca da família, anunciou então que eu seria transferida da nossa suíte principal para uma ala menor, para dar a Isabela o espaço e o conforto que ela "merecia".

Ricardo apenas ficou parado, me dizendo para ser "razoável" pelo bem do legado da família. Ele havia escolhido sua linhagem de sangue em vez do nosso casamento, em vez de mim.

Ele havia prometido sempre me escolher, mas naquele momento, percebi que eu era apenas um tapa-buraco, facilmente descartada por uma opção mais "fértil". O amor que eu sentia por ele morreu, substituído por uma determinação fria e silenciosa.

Então eu sorri, concordei com tudo e me afastei. Naquela noite, embarquei no meu iate particular. Enquanto ele explodia em uma bola de fogo no mar, com o mundo acreditando que eu estava morta, meu pai recebeu uma única mensagem de texto minha: "Está na hora". O divórcio estava finalizado, e a destruição do império Almeida Prado tinha acabado de começar.

Capítulo 1

Meu marido, Ricardo, deu o colar Estrela dos Almeida Prado para Isabela. Não para mim, sua esposa, mas para sua cunhada viúva, na frente de todo mundo. Meu ar sumiu. Era meu aniversário, e este era o presente dele.

A Estrela dos Almeida Prado era um pedaço da história, uma constelação de diamantes e safiras, prometida a mim desde o nosso noivado. Agora, brilhava contra o pescoço pálido de Isabela, zombando de mim. Não era apenas uma joia. Era um símbolo do meu lugar nesta família, um lugar que agora foi violentamente, irrevogavelmente, usurpado.

O irmão mais velho de Ricardo, o herdeiro de ouro, havia morrido em um estranho acidente de iate há seis meses. A notícia abalou a família Almeida Prado, mas também, eu percebi agora, colocou algo sombrio em movimento. Ricardo, o filho mais novo, de repente se viu no cargo de CEO do Grupo Almeida Prado, uma poderosa firma de investimentos construída sobre dinheiro antigo e tradições rígidas.

Sua mãe, Cecília Almeida Prado, uma mulher esculpida em gelo e ambição, não perdeu tempo. Sua dor pelo filho mais velho foi rapidamente ofuscada por uma obsessão singular e arrepiante: a linhagem dos Almeida Prado. Ela encurralou Ricardo, sua voz um silvo baixo e insistente que eu ouvi através de portas fechadas.

"Você precisa 'cuidar' da Isabela", ela ordenou, suas palavras como cacos de vidro afiados. "Ela carrega o legado. Precisamos de um herdeiro. Um herdeiro Almeida Prado. E você, Ricardo, é o único que restou para providenciá-lo."

Ricardo veio até mim naquela noite, seus olhos sombreados por uma estranha mistura de dever e medo. Ele segurou minhas mãos, seu toque quase suplicante. "Helena, é algo transacional. Um dever. Meu coração, meu amor... eles pertencem apenas a você. Isso é apenas para garantir a linhagem da família. Nada mais."

Suas palavras eram um escudo frágil, já rachando. Eu quis acreditar nele. Eu escolhi acreditar nele.

Mas então, as mudanças começaram. Sutis no início, como uma maré recuando lentamente. As noites tardias de Ricardo no escritório se tornaram mais tardias. Suas ligações, antes abertas e frequentes, tornaram-se reservadas. Seu toque, antes ansioso, tornou-se hesitante, depois quase clínico. Ele começou a passar mais tempo ao lado de Isabela, em seu luto, uma postura de conforto que rapidamente se transformou em algo possessivo.

Um mês atrás, Isabela fez o anúncio. Ela estava grávida. A notícia explodiu pela mansão dos Almeida Prado como uma bomba. Cecília sorriu, o triunfo gravado em cada linha de seu rosto. Ricardo pareceu atordoado, então um lampejo de orgulho, rapidamente mascarado, cruzou suas feições. Meu coração afundou, um peso de chumbo me arrastando para o fundo.

E agora, a Estrela dos Almeida Prado.

Isabela tocou o colar, seus dedos tremendo levemente, um gesto performático de humildade. "Oh, Cecília. Ricardo. Eu não posso aceitar isso. É demais. Pertence à Helena." Seus olhos, no entanto, estavam fixos em mim, um brilho triunfante escondido sob um verniz de falsa modéstia.

Cecília, sem um momento de hesitação, deu um passo à frente. Sua mão, adornada com anéis ancestrais, segurou a de Isabela. "Besteira, querida Isabela. Você está carregando o futuro da nossa família. É aqui que ele pertence agora. Um símbolo de sua contribuição inestimável." Seu olhar pousou em mim, afiado e desdenhoso. "Helena já teve seu tempo."

Ricardo ficou ao lado de Isabela, seu rosto uma máscara de desconforto. Ele não encontrava meus olhos. A sala, cheia de convidados sussurrantes e decoração opulenta, parecia uma jaula se fechando ao meu redor.

Mais tarde naquela noite, depois que o último convidado partiu, Ricardo finalmente me encontrou na biblioteca escura. O ar estava pesado com o cheiro de livros antigos e verdades não ditas. Ele parecia cansado, seus ombros caídos.

"Helena", ele começou, sua voz mal um sussurro. "Sobre o colar..."

Eu o cortei, minha voz plana, desprovida de emoção. "Ela tem o seu cheiro, Ricardo."

Sua cabeça se ergueu de repente, seus olhos se arregalando. "O quê?"

"Isabela", esclareci, meu olhar o perfurando. "Ela cheira ao seu perfume. Aquele que eu te dei no Natal passado."

Um rubor subiu por seu pescoço. Ele gaguejou: "Helena, você não entende. Ela está frágil. Ela precisa de apoio. A gravidez, é difícil."

"É por isso que você deu a ela o meu colar?", perguntei, minha voz ainda perturbadoramente calma. "Porque ela está frágil?" Meu estômago se revirou, uma queimação crua e ácida. O próprio ar ao redor dele parecia contaminado.

Ele deu um passo mais perto, estendendo a mão para mim. "Eu posso te dar outro, Helena. Uma peça personalizada. O que você quiser. Mais diamantes, safiras maiores."

Eu recuei de seu toque. "Não é sobre os diamantes, Ricardo."

"Seja razoável, Helena", ele suplicou, sua voz tingida de frustração. "Isso é pela família. Pelo legado. Você entende o que é dever, não entende? Seja graciosa. Seja a pessoa superior."

A voz de Cecília, afiada e fria, ecoou em minha mente de uma conversa mais cedo naquele dia. "Uma verdadeira esposa Almeida Prado garante a linhagem, Helena. Você não conseguiu nem isso." Ela sorriu levemente para Isabela, depois se virou para mim. "Mas Isabela, ela entende seu papel. Uma mulher bonita e fértil."

Então, o verdadeiro horror. "Talvez", Cecília ponderou, seus olhos brilhando com uma luz calculista, "depois que a criança nascer, possamos arranjar para que você... a adote oficialmente. Preservaria as aparências. Um herdeiro Almeida Prado, criado por uma esposa Almeida Prado."

Meu sangue gelou. Adotar o filho de Isabela, gerado pelo meu marido? Cecília então estalou a língua. "Você realmente não tem sofisticação, Helena. A seriedade dos Almeida Prado. Uma Ferraz, de ponta a ponta."

Lembrei-me de todos os anos. As inúmeras horas que passei apoiando Ricardo, acreditando nele quando sua própria família o via como inferior ao irmão. Eu derramei meu coração e minha alma em nosso casamento, nesta família, apenas para ser considerada "indigna".

A Estrela dos Almeida Prado, agora no pescoço de Isabela, parecia uma marca em brasa na minha própria pele. Era mais do que traição; era uma execução pública da minha dignidade.

Olhei para Ricardo, seu rosto um turbilhão de culpa e autopreservação. Uma determinação profunda e silenciosa se instalou em mim. "Muito bem, Ricardo", eu disse, minha voz plana, quase serena. "Eu entendo completamente."

Ele piscou, surpreso com minha súbita conformidade. "Helena? Você entende?"

Cecília, que havia entrado silenciosamente na biblioteca, nos observava com um sorriso de escárnio. "Viu, Ricardo? Eu te disse. Um pouco de pressão, e ela entra na linha. Uma mulher sabe seu lugar, eventualmente."

Suas palavras eram para me diminuir, para confirmar minha derrota. Mas elas apenas solidificaram minha decisão. Eu cansei de entrar na linha.

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