A Redenção de Orium

Olá, leitores queridos!

Prontos para mais uma jornada?

Estou empolgada com este aqui, e com um pouquinho de receio de que não gostem, mas, darei o meu melhor, prometo!

Como nos outros livros desta série, começarei na terceira pessoa e só depois, quando formos apresentados aos personagens, poderemos assistir a tudo através dos olhos deles!

Lhes apresento, Orium!

Espero que gostem,

BJKS!

*****

Orium, herdeiro do clã da Lua de Sangue, estava ansioso, o coração batia acelerado com a expectativa de vê-la e poder tocá-la livremente. Estava cansado de esconder o que sentia de seu povo, dos encontros às escondidas, rápidos demais para o satisfazer. Ele era um dos Alfas mais poderosos em existência, por que não podia simplesmente assumir a fêmea que o seu coração escolheu?

A dor aguda nas suas entranhas o fez lembrar-se do porquê.

Existia a possibilidade de sua companheira, suposta alma gêmea, estar por aí o aguardando. Sua terceira forma nunca o deixava esquecer disso, nem mesmo quando montava em sua amada, a fera de sua natureza o deixava em paz.

Quando o seu lobo nasceu, ele queria encontrá-la, buscou em todo canto de Oníria em vão. Chegou a consultar uma princesa Elfo pela possibilidade da sua alma gêmea estar no mundo dos humanos, mas a resposta foi negativa.

Então, ele a conheceu: Lídia.

Filha de um primo distante de sua mãe, pediu permissão para juntar-se ao clã da Lua de Sangue para recomeçar a sua vida após a morte dos pais.

Ele podia lembrar nitidamente quando a viu pela primeira vez. Vestida de branco, com seus cabelos loiros ao vento, sorriso angelical e um belo par de olhos violeta que o fizeram de refém.

Primeiro, desejou o corpo dela, intocado, fresco, cheio de vida. Se ofereceu para ser o primeiro a montá-la na ocasião do nascimento de sua loba.

Que dia memorável.

Ela tinha acabado de nascer, uma Beta de segunda grandeza, com pelos mesclados entre marrom, castanho e dourado. O seu lobo adorou o aroma do cio que ela exalava. Ele a lambeu, pedindo passagem, e ela empinou o traseiro para ele, sem pestanejar.

Seu lobo montou nela com tanto desejo que beirava o desespero. Teve que se controlar para não atá-la.

Ela não era dele....

Ele a satisfez, cuidou do seu cio, e quando ela voltou a forma humana, o agradeceu docemente.

Ele pensou que, uma vez tendo conhecido aquela boceta, a atração se extinguiria, mas estava errado.

Ele queria mais do que apenas sexo na forma de lobos, mas se manteve distante, ambos tinham companheiros a honrar...

Um dia, no entanto, ela apareceu no quarto dele chorando, dizendo que tinha lutado contra o que sentia com todas as forças, mas, havia se apaixonado por ele.

Ele sentia o mesmo.

Naquela noite, ele a deflorou na forma humana...

Desde então, seus sentimentos se intensificaram. Ele dormia e acordava pensando nela, até mesmo sonhava com aqueles olhos cor de violeta, suplicando a ele que fosse mais rápido, que metesse mais fundo, que a fizesse gozar.

Que fizesse dela a sua fêmea.

Sua terceira forma a rejeitava, exigindo que ele continuasse a sua busca pela alma gêmea, mas os anos passaram e nem sinal dela.

Aos poucos, ele perdeu o desejo de encontrá-la. Lídia era tudo o que ele queria e precisava, a ideia de uma alma gêmea perdeu o encanto. Ele passou a desejar que Lídia fosse a sua fêmea, tudo seria tão mais fácil...

Seus amigos o aconselhavam a não desistir, que ele só entenderia o que era amor de verdade quando a conhecesse, mas um pensamento surgiu em sua mente: E se ele não tivesse uma alma gêmea?

E se ela estivesse morta?

Por que ele deveria ficar solitário por toda a vida à espera de alguém, que talvez nem existisse?

O perfume de Lídia invadiu as suas narinas e o afastaram dos pensamentos. Os seus pés descalços tocavam o chão de um território que não era o dele, o som da música ao longe, advinda da festa de união de um de seus melhores amigos.

Não queria pensar em mais nada, viveria o momento, e naquele momento, Lidia o aguardava no bosque do Clã da Lua Nova, prontinha para ele. Podia sentir o cheiro da excitação dela a cada passo.

- Oirum! - Ela disse, sorridente ao vê-lo.

Correu para os braços dele, que a recebeu com carinho.

- Lídia, senti tanto a sua falta!

- Por que demorou tanto? Estou tão molhada te esperando, quase comecei sem você!

Ele mordeu os lábios e puxou o ar para os pulmões ruidosamente. Seu membro reagiu às palavras dela, despertando devagar.

- Não fala assim que me enlouquece, Lídia! Alfa Ares e Luna Esmeralda partiram para a cabana do vale, tenho que te agradecer por preparar tudo para eles!

- Não me agradeça, sabe que faço qualquer coisa por você!

Ela passou a mão pelo peito desnudo dele, e ele sentiu o membro ficar duro ao toque dela.

- Se me deixar excitado, vai ter que me aliviar!

- Vai ser um prazer, meu amor!- Ela o fitou com os seus belos olhos e ele se deixou perder para o que sentia, atacando a sua boca, sentindo o gosto da sua língua.

- Preciso estar dentro de você, Lídia! Fica de quatro para mim!

Ela mordeu os lábios e se virou, levantou o vestido, mas, foi interrompida por uma voz autoritária.

- Orium! Estou te procurando em todos os lugares, e você está aqui, agindo como um filhote no cio?

- Mãe! Cacete, o que está fazendo aqui? - Ele escondeu a ereção com as mãos.

Lídia ajeitou a roupa e curvou a cabeça diante da anciã do Conselho.

- Como já disse, estive te procurando. - Ela se virou para a jovem, que evitava os seus olhos de tão acanhada. - Lídia, minha querida, deixe-me conversar com o meu filhote a sós, tá bem? Mais tarde conversamos!

- Sim, senhora, Luna!

Lídia escapou apressada e Elvira voltou a atenção ao filho que estava obviamente contrariado.

- Orium, não está em nossas terras, como pode agir de maneira tão juvenil? Nem mesmo me ouviu chegar, é um dos Alfas escolhidos e podia estar morto em uma emboscada!

- Eu... Ninguém me atacaria aqui, mãe, são as terras de Ares!

- Ainda bem, né? Porque se decidirem te matar, será fácil, se não pode detectar a minha presença.

- Eu... Eu bebi o elixir para acalmar a terceira forma...

- Orium, sabe que não pode fazer isso, vai enfraquecê-la!

- Mãe, a minha fera tentou machucar Lídia da última vez que montei nela, e eu estava na forma humana! Não posso arriscar!

- Sabe como isso funciona, a sua terceira forma é a que está mais ligada a sua alma gêmea, e nós dois sabemos que Lídia, apesar de ser uma jovem maravilhosa, não é a sua companheira.

- Eu queria que fosse...

- Não foi sobre isso que vim falar contigo. Houve uma rebelião nas terras de Jules, parece que um de seus guerreiros não aceitou a rendição e coordenou um ataque aos nossos lobos.

- Filho da puta! Vencemos a guerra, aquelas terras são minhas agora!

- Se estivesse lá, lutando pelo que é seu, e não cheirando o rabo de lobas no cio, isso não teria acontecido! Precisa pensar como um Alfa, não como um filhote!

- Eu vou para lá agora mesmo! Mas, mãe, ouça bem, se a minha companheira não estiver lá, vou marcar e atar Lídia quando retornar! Farei dela a minha Luna, montarei nela até que esteja prenha e eu não precise mais de beberagens para controlar a minha fera.

- Filho, querido, sabe que mamãe te ama e sempre vai te apoiar em tudo. Vá, resolva o nosso problema, imponha a sua autoridade àqueles bárbaros, e quando retornar, a sua cerimônia de união o estará aguardando!

- Promete que me apoiará contra o Conselho quando decidir fazer de Lídia a minha Luna?

- Prometo, filho, se é o que você quer, deixe o Conselho supremo comigo! Agora vá, acabe com eles, mate todos os rebeldes e tome tudo o que eles têm! Deixe a sua mãe orgulhosa!

Orium exibiu um grande sorriso de felicidade e satisfação ao abraçar a mãe. Finalmente, Lídia seria dele para sempre! Que se danem as leis, que se dane o Conselho, e principalmente, que se danem os rebeldes, ele pessoalmente mataria um por um!

Chapters
Customize
Next Chapter

Você pode gostar

Logo
Seu guia para os melhores dramas curtos online. Prévias gratuitas, informações completas do elenco e links para plataformas oficiais — tudo em um só lugar.
©2026 PinesDramas Todos os direitos reservados