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Nas Mãos do Herdeiro Bilionário
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Nas Mãos do Herdeiro Bilionário

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Em Nas Mãos do Herdeiro Bilionário, uma relações públicas vive um romance intenso com um magnata. Entre o luxo e o controle da elite, ela deve escolher entre seu grande amor e a própria independência. Leia esta web novel e descubra se ela abandonará seus sonhos nesta história de billionaire romance.

Capítulo 1 de Nas Mãos do Herdeiro Bilionário

Hoje é domingo e pra variar, acordei cedo, decidi sair para correr, uma coisa que sempre gostei de fazer, ajuda a reorganizar os pensamentos e me sinto livre. A sensação do vento batendo no rosto, meu corpo em movimento, queimando toda e qualquer caloria – e ansiedade presente em meu corpo, ouvindo música super alta, é tudo pra mim.

Quando estou nesses momentos – descabelada e suada, e claro, focada em não morrer por falta de ar, costumo ficar alheia a todos que passam por mim, estou estragada demais para sequer pensar em cumprimentar alguém conhecido, mas não pude deixar de reparar, embora tarde demais, no homem gigante que estava correndo na minha direção, nós colidimos um contra o outro em um baque surdo, e eu caí com tudo no chão.

Quando o olhei com mais atenção, o ar raleou não apenas pelo impacto, posso garantir. Agradeci silenciosamente por isso, pois tive uma ÓTIMA visão do espécime acima de mim, alto, ombros largos, olhos verdes... Antes que eu pudesse falar – ou pensar em qualquer coisa além de sua beleza excessiva, ele se agachou me estendendo a mão.

— Você se machucou? – tudo que eu conseguia pensar era em como eu nunca tinha visto um homem tão grande e tão gracioso em seus movimentos, uma mão gigante e bonita como aquela... em meio a meu devaneio não respondi nada, embora eu tenha ouvido perfeitamente bem.

Impaciente, ele repetiu a pergunta, e percebo que ele tem um sotaque estranho, me levantei em um salto dispensando sua mão estendida, de repente me sentindo mais estressada do que envergonhada, por que ele não olha por onde anda?

— Olha por onde anda da próxima vez – respondo rispidamente.

Me levanto e sigo correndo. Que homem bonito era aquele? Eu amo homens bonitos. Sério. Está no meu top 1 coisas preferidas no mundo. Sorrio comigo mesma e então reparo que ele está correndo ao meu lado, sinto meu corpo esquentar dos pés à cabeça.

— Não vou perguntar se está bem pois aparentemente está, mas você nem deixou eu me desculpar – dou créditos a ele, que parece genuinamente preocupado.

Dou um sorrisinho debochado para ele:

— Olha, ele tem educação...

— Eu já pedi desculpas e você não aceitou, então quem é a sem educação agora? – seu tom e se olhar são desafiadores.

— Não sou eu quem saio derrubando as pessoas na rua.

— Eu já pedi desculpas

— Sim, eu ouvi – olho para ele. — Desculpas aceitas.

Ele abre um sorriso perfeito e acena com a cabeça.

— Eu sou Ian – diz.

— Muito prazer Ian.

— E seu nome é?

— Por que eu diria meu nome para um desconhecido? – reviro os olhos e acelero o passo, sabendo que ele viria atrás.

Ele veio.

— Eu não diria que somos desconhecidos, já que deu uma boa olhada...

Paro minha corrida para encará-lo, e ele faz o mesmo, percorrendo o olhar por todo o meu corpo, quando fizemos contato visual, sorrimos um para o outro.

— É bom conhecer alguém, estou aqui a trabalho.

— Hmmm, deve ser por isso que não te reconheci, eu costumo reconhecer os rostos que correm aqui de manhã.

— É um hábito seu?

— O melhor deles.

— Parece que agora vou correr todos os dias de manhã.

— Vou ter que começar a ir pra outro lugar agora...

Ele abre outro sorriso de tirar o fôlego, estendo a mão:

— Prazer, Iana.

— O QUE? — Ele franze as sobrancelhas – Sério?

— Sim – respondo mantendo uma expressão neutra. – Algum problema?

— Quais as chances de eu conhecer uma Iana? – ele me encara. — Você está tirando com a minha cara?

— Aham – digo entre as risadas. — Mas agora estamos quites por você ter me derrubado.

— E o seu nome é?

— Samantha.

— Mesmo?

— Desde que eu nasci. – Ele ainda parece desconfiado. – Quer ver meu RG?

— Só o seu telefone já seria bom.

Franzo as sobrancelhas, que abusado!

— Vai sonhando.

Depois daquele encontro embaraçoso — porém divertido, fui para casa e logo esqueci da existência de Ian. Tomei um banho, comi um papaia com aveia e fiz minha rotineira aula de yoga.

Amanhã tenho uma reunião importante, e preciso me concentrar nisso agora. Todo começo de ano é preciso fazer uma reunião com os diretores para sabermos como está tramitando os processos relacionados a empresa, as relações trabalhistas e tudo mais envolvendo a área jurídica, cabendo aos outros diretores demonstrar o mesmo em relação a suas áreas, entre elas finanças, marketing...

Eu trabalho para as Indústrias McDougall, tradicionalmente, o dono da empresa, Antony McDougall, visita uma ou duas de suas filiais espalhadas pelo mundo, para ver como está indo, conhecer seu pessoal, o homem é demais, e eu infelizmente não o conheci ainda.

E eu pensei que essa seria minha chance de pelo menos ver o lendário Antony McDougall, um homem que começou a vida vendendo âncoras, varas de pescar e iscas, e que hoje detém o mercado de produtos de pesca, contando com centenas e talvez milhares de funcionários, com filiais espalhadas pelo mundo inteiro.

Mas ontem, a Nat me informou que quem veio ao Brasil foi seu filho, que assumirá a presidência quando Antony se aposentar.

Antes de começar trabalhar, vou preparar uma xícara de chá, enquanto espero a água ferver, minha mãe entra na cozinha, usando um vestido azul claro de alcinhas, contrastando com minhas roupas de ficar em casa, que se resumem a pijamas – sempre.

Minha mãe está em São Paulo me visitando há uma semana.

— Bom dia, filhotinha – e me dá um abraço bem apertado.

— Tão grudenta – digo.

— Te abraço quando posso, me deixa.

Dou um sorrisinho para ela:

— Bom dia, quer chá? – Ela faz que não e acrescento: — Adorei o vestido.

— Vou fazer aquele meu cafezinho de sempre – ela só toma o café que ela faz.

— Vou trabalhar hoje.

— Toma café comigo antes – olho para o relógio, ainda são dez horas, e ela me direcionou aquele olhar que torna impossível dizer não.

— Tá bom, mas realmente preciso trabalhar depois.

— A Tati está na cidade – Tati é a melhor amiga dela. — Nós vamos àquele museu que você se recusou a ir comigo – me olha de esguelha, como se eu fosse reconsiderar.

— Mãe pelo amor de Deus você sabe que eu odeio essas coisas, ainda mais um museu de arte – resmungo, o que a faz rir.

Observo minha mãe colocar americanos e xícaras no balcão para tomarmos café.

— Sam, Sam, você não muda...

As vezes parece que não dou o valor que Mari Vasconcelos merece, mas eu dou. E reconheço que somos muito diferentes, ela é toda alegre, ama conversar, gosta de tudo colorido, tem o riso fácil. E eu sou o oposto dela e quando digo isso, quero dizer que sou totalmente o oposto, tanto na aparência quanto na personalidade, mas eu a amo muito e sou grata por sempre tê-la por perto me apoiando.

Nos sentamos nos banquinhos do balcão e ela pergunta:

— Você falou com seu pai hoje?

— Ainda não, por quê?

— Só para saber, ele disse que da próxima vez vai vir te ver.

— Espero que cumpra com a palavra dele.

— Samantha...

— O papai nunca vem me visitar, se depender dele eu largo esse emprego e vou morar lá perto de vocês.

— Porque pra ele não faz sentido você trabalhar tão longe de casa por tão pouco, esse valor você ganha trabalhando perto de nós.

Eu sei que para eles não faz o menor sentido eu morar em São Paulo ganhando dois mil e quinhentos reais, o que eu realmente consigo no Paraná, mas eu trabalho em uma transnacional com inúmeras possibilidades, além de morar em uma das maiores capitais do Brasil.

Enxergo isso como um passo para meu futuro, fora das influências dos meus pais, com ninguém opinando em minha vida.

— Mãe – digo pacientemente. — Eu saí de casa e não pretendo voltar, quero ser independente, construir minha própria vida.

— E você tem meu apoio, você sabe disso – assinto de leve me levanto. — Preciso trabalhar mãe, bom passeio, te amo.

— Obrigada, filha.

Quando passo por ela, ganho um beijo no topo da cabeça.

Esperei minha mãe sair e passei o restante do dia trabalhando que foi muito produtivo. Até que uma mãe, bem-humorada demais, chegou cheia de novidades sobre um museu que eu não dou mínima, mas escutei e dei atenção porque era isso que estava escrito no manual...

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