Jogos Secretos

" Não precisava esculachar! Sou humano, tá bem?" Disse ele, inclinando-se para frente. Gus torceu a boca e coçou o queixo. Bryan comeu outra batatinha. " Qual é Gus, você vai mesmo se casar com a sonsa da Liz? E se ela nunca mais quiser tr*par com você? E se ela nunca mais te olhar na cara depois do casamento?! " Alertou ele, e Gus ergueu-se da cadeira, deixando-a girar sob a mesa. Ele abriu a boca e andou para perto de Bryan, pousou as mãos em sua cadeira e o fez parar de girar de um lado para o outro, mantendo-o concentrado em seus olhos. Ele disse:

" Mesmo se ela não quisesse que eu a tocasse nunca mais, eu não me importaria. Nosso namoro não se resume apenas a sexo, imbecil! " Disse, e não escondeu uma pontada de irritação por trás da voz. Bryan estreitou os olhos e cruzou os braços sobre o peito, a gravata de Gus pendeu sobre seu colo. " Você conhece a Liz. Sabe que ela é incrível."

" Exatamente por eu conhecer ela que acho que você está tomando uma decisão errada. Vai por mim. Para que se casar e tr*par apenas com uma mulher para o resto da vida, se você pode ter quantas quiser no mesmo período?" Sugeriu ele. Gus revirou os olhos e pegou o saco de batatinhas.

" Eu não preciso de muitas mulheres igual você. Uma basta. Na verdade, mesmo que meu p*u caía agora, eu tenho certeza de que não iria me importar. "

" A Liz iria. Ela não sabe viver sem uma boa transa. Não que eu esteja dizendo que você tr*pa bem… você entendeu." Disse Bryan, e ele pareceu confuso. Gus sentou-se em sua cadeira. Bryan apoiou os cotovelos na mesa do amigo e Gus deu um sorriso de canto de boca. " Você só pode estar enfeitiçado!"

" Se eu disser que posso emprestar meu carro e deixar você cuidar do meu apartamento durante a minha lua de mel você iria se calar? " Perguntou Gus. Ele viu Bryan avaliar a ideia, e esse foram os segundos mais silenciosos de toda a sua vida. Gus comeu uma batatinha.

" Sim. Não, espera…! Você iria me espancar se eu batesse seu carro de novo?" Disparou Bryan, e Gus piscou várias vezes. Bryan fez uma cara engraçada e cruzou os dedos, abrindo um sorriso de orelha a orelha. " Da última vez não foi por querer. " Disse, sério de súbito.

Bryan como sempre… pensou Gus.

" Tá, até entendo que você não suporta a ideia de que eu me case com ela agora" Afirmou, segurando uma batatinha no ar. Ele olhou para a embalagem vazia e a girou, colocando-a de ponta-cabeça, sacudindo-a no ar. " Mas, mesmo assim, você será meu padrinho. Olha só!, tenha orgulho! Estou confiando essa posição a você. " Revelou. Bryan estreitou os olhos e quando finalmente entendeu, arregalou os olhos acinzentados. Gus ajeitou a gravata e arregaçou as mangas da camisa imaculadamente branca.

" Sério? " Perguntou Diego, ainda não acreditando. Gus assentiu com a cabeça e fechou os olhos. " Eu poderia te dar um abraço, mas tô muito suado para fazer isso agora!"

Gus sorriu da cadeira e olhou nas duas direções, vendo se não vinha ninguém. Ele arremessou a embalagem vazia em Diego, e assistiu o amigo mandar um golpe de luta contra a embalagem. Gus não resistiu e gargalhou.

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" Se liga, eu quero que tudo saia perfeito, e como eu e até os Ets sabem que você entende de mulher, quero seu conselho. " Disparou Gus. Ele deu tapinha nas costas de Bryan , e viu quando o amigo acompanhou um par de pernas andando até a porta do escritório do Editor chefe. Bryan claramente não estava prestando atenção ao que ele disse. Por isso, Gus sorrateiramente levou o dedo até seu mamilo e o apertou fortemente. Foi o suficiente para Bryan acordar e reclamar da dor, levando a mão ligeiramente ao peito, pressionando-a contra o machucado. " Agora me escute, ou faço pior.

" Continue… "

" Como posso surpreender a Liz? "

" Se embrulhe para presente e a deixe fazer o que quiser. Até jogar no lixo. Já fiz isso uma vez, e tenho certeza que a expressão dela foi de surpresa. O pior que pode acontecer é ela achar que não é nada demais e te deixar preso por toda a noite. Mas isso é apenas uma suposição. " Explicou e Gus percebeu a voz afinando repentinamente. " Preciso de uma boa cerveja. E você também. "

Os dois aceleraram e foram para perto de uma cafeteira no canto da sala. Bryan serviu-se com café, mas apenas segurou a xícara e fitou Gus fazendo o que fizera há pouco tempo.

" Pelo visto te pedir ajuda é um erro. " Exclamou Gus. Ele pressionou o botão da cafeteira e encaixou a xícara, esperando que seu precioso café se derramasse. Mas nada aconteceu. Ele deu um leve tapa na máquina e a escutou rangir. Bryan franziu o cenho e Gus reparou na xícara nas mãos dele e percebeu quando ele notou suas intenções:

" De jeito nenhum. Não vou deixar que roube meu café de novo!" Berrou ele, e Gus estreitou os olhos, sentindo uma pontada de raiva lhe atravessar a espinha.

" Bryan, me dá esse café. Você sempre diz que ele é péssimo e que odeia café. "

" Só se me pagar a cerveja…" Negociou Bryan. Gus assentiu e pegou a xícara das mãos dele. " Sorte sua que não tomei. " Disse ele, por fim, pousando a mão nos quadris e limpando a boca.

" Maldito. "

Gus encaixou a fina louça da xícara entre os lábios avermelhados e sentiu o calor e doçura do líquido se espalhar uniformemente em sua boca quando depositou o café. Ele relaxou, olhando do canto do olho para Bryan.

" Que foi?" Perguntou secamente, entre um intervalo de gole. Gus encostou-se na parede.

" Nada. Só estou pensando quando você vai ter filhos. Já pensou nos nomes? " Disse ele, e olhou para Gus. Gus abaixou os olhos e fitou a xícara.

( Continua)

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