" Não espero filho antes de mais 5 anos de casamento. Para ter certeza que vai dar certo. Mas, sim, já pensei nos nomes. Possivelmente Nancy e Chris. Nancy se for menina e Christopher se for menino. São os nomes preferidos de Liz. " Disse Gus, e sentiu orgulho. Ele estava tão feliz que conseguia sentir o coração aumentando de tamanho.
" E você? Quais seus nomes? Os que você escolheu?" Soltou Bryan. Gus, na verdade, nunca havia pensado exatamente no assunto, apenas citou, falou por alto alguma vez enquanto estava junto de Liz e fazendo planos para o futuro. Ele pausou um gole, e olhou para o amigo, encontrando seus olhos.
" Eu não sei. Na verdade nunca pensei em ter filhos. Quer dizer, eu pensei, mas não por agora. Apenas me baseei na regra dos 5 anos e como tudo pode mudar. Sinceramente, não quero ter filho antes dos 30. "
" Ah, se ela te escutasse falando nisso, arrancaria seu p*u! Aquela mulher é louca por crianças. Deus me livre! Prefiro ser preso numa mala e ser jogado no mar! Imagina, a v@gina da Liz completamente destruída e você tendo que… isso me dá enjôo!" Disse ele. Gus respirou fundo e piscou várias vezes, o olhando através das lentes. Ele percebeu a voz enojada do amigo. Mas não se preocupava com isso. Estaria nas mesmas condições que Liz. Antes de pensar em algo para retrucar, ele pousou a xícara na mesinha. Pensou melhor, não queria começar outra discussão sobre p*nis e v@gina com Bryan. Essas palavras faziam festa em sua mente quando Gus tocava em qualquer assunto que as envolvesse.
" Você é tããão dramático… "
Bryan deu de ombros e puxou Gus pelo braço.
" Agora vamos. Você vai me contar tudo, daí eu digo se está interessante, e ah! Eu quero ler aquele seu último capítulo escrito. Tá começando a ficar interessante!" Desabafou, empurrando Gus.
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Os dois foram foram para o Divine's ( a lanchonete na frente da editora) e escolheram a mesa perto da vidraça, a mesma que Gus sempre se sentava quando estava sozinho. Passava horas escrevendo por ali.
“ Ok, e agora? O que vamos fazer? Eu tenho certeza de que podemos passar um bom tempo sem falar da Liz ou do seu casamento.” Comentou Bryan. Gus passou uma alça de sua mochila por cima do ombro, ele fitou o amigo, e sentou-se na mesa.
“Na verdade, não. Viemos aqui exatamente para falar sobre coisas do meu casamento. Bryan, eu quero que você me ajude e, pelo que eu sei, você conhece Liz desde criança. Eu posso depositar essa confiança em você? Eu quero que me diga tudo o que eu posso fazer para impressioná-la, quero que ela goste ainda mais de mim!” Disse ele, e seus olhos brilharam. Bryan levantou uma sobrancelha.
Bryan e Liz já foram namorados quando adolescentes, e Gus sempre gostou de Liz. Na verdade, ele a perseguia pelos corredores da escola como um louco. Liz sempre evita Bryan por ele ser incrivelmente “ criança ” o tempo todo. Gus começou a namorar com Liz quando se encontraram numa viagem à Paris.
“ Você acreditaria se eu dissesse que ela não gosta de você? Você sabe exatamente como deixar ela cada vez mais apaixonada. Sério, Gus, eu… eu tô começando a achar que todo esse desespero não passa de insegurança. Vocês têm todo o tempo do mundo para se conhecerem melhor, para descobrir mais coisas um do outro. E você sabe, eu prometi a ela que não iria me colocar no meio de vocês, então, prefiro não opinar. Já me intrometi até demais!” Disse, e se sentou na frente de Gus. Os olhos de Gus acompanharam o amigo, Bryan ergueu uma mão e chamou a atenção do garçom, que prontamente se dispôs a atravessar a lanchonete.
“ Eu, eu não sei. Queria que fosse uma noite romântica, queria que ela pensasse que eu sou um príncipe encantado. Eu queria fazer algo inesquecível, queria que esse ano, nosso aniversário de namoro fosse mais que algo simples. Por isso que decidi pedi-la em casamento. Já está na hora.” Disse. Gus virou o rosto quando viu o garçom se aproximar. “ Um sanduíche, o mesmo de sempre, por favor?” Pediu, e tirou a mochila dos ombros, pousando-a no colo. Gus tirou de dentro páginas e mais páginas amassadas. Bryan sempre lia alguma coisa nova todas as vezes que ele se atrevia a escrever. Em compensação, Gus lhe pagava por comida, e nos finais de semana, o deixava ir para seu apartamento. Bryan morava com a irmã, mas sua incontrolável inquietude o fazia parecer mais um mendigo do que um editor. “ Toma” disse, estendendo o braço e jogando na mesa as páginas amassadas.
“Não vejo a hora de você acabar logo com isso. Tô excitado demais para ler mais uma página com a Érica fazendo c* doce para o Liam. Você bem que podia falar com o James, que por acaso é meu amigo. Daí, poderia, por acaso, publicar de uma vez por todas. Você é o melhor que conheço. Só não gosto quando esses dois deixam meu p*u… eita” disse, finalmente percebendo a existência do garçom. Gus olhou para o lado, percebendo as bochechas coradas do homem. Quis rir, mas segurou. Gus chutou a perna de Bryan. “Desculpa, eu não percebi…” revelou ele. Bryan lançou um sorriso amarelo, parecia estar envergonhado, mesmo que vergonha na cara não fosse seu ponto forte.
“ Desculpe o meu amigo, ele é meio descompensado às vezes.” Disse Gus. Ele olhou para o garçom. Bryan demorou até finalmente entender. Enquanto isso, ele verificou os papéis. Gus lançou um sorriso envergonhado.
“ Pode trazer um milkshake, por favor? E uma fatia de bolo de chocolate" Disse. Gus o fitou e entrelaçou os dedos da mão.
“ Pronto! Obrigado, pela, pela preferência!" Disse o garçom, gentilmente. Gus voltou a atenção para o amigo e fechou a mochila. O garçom afastou-se, andando na direção do balcão.
(Continua)
Obrigado pela leitura ;)
Outras obras minhas:
Confidentes;
Paixão Irresistível;
Loucamente Amor





