Ele Me Escolheu, Mas Tarde Demais?

Clara esperou por Léo durante três longos anos, enquanto ele estava na prisão, nutrindo a promessa de um futuro juntos.

No dia da sua libertação, ela estava lá, sentada em frente à prisão, com um bolo de "Bem-vindo a Casa" a derreter sob o sol escaldante, o coração cheio de esperança.

Mas Léo não veio encontrá-la.

Em vez disso, ele foi direto para o hospital.

A sua voz, quando finalmente falou ao telefone, foi um corte frio: "Eu tinha de vir. A Sofia tentou suicídio. É tudo culpa tua."

A sua irmã, Sofia, que sempre a odiou, estava alegadamente à beira da morte por não suportar a ideia de vê-los casados.

No hospital, Léo nem sequer a defendeu.

Os seus pais e a própria Sofia, que havia apenas simulado uma tentativa de suicídio leve para o manipular, humilharam-na, acusando-a de ser a causa de toda a desgraça.

Os três anos de sacrifício, os dois empregos, as dívidas pagas, tudo foi reduzido a nada.

A sua lealdade inabalável foi descartada como um fardo, enquanto ele escolhia a fraqueza e a manipulação da sua família.

"Tu és forte, Clara", disse ele. "A Sofia é frágil."

Naquele momento, ela percebeu a cruel verdade: a sua força era apenas uma conveniência para ele, uma licença para a negligenciar.

"Não sou forte, Léo. Estou exausta."

Porque, afinal, a quem pertencia a lealdade dele?

Porque é que ele nunca a tinha defendido?

Será que ele a amou sequer, ou apenas a ideia de uma mulher que resolvesse todos os seus problemas?

Cansada de lutar, Clara virou as costas.

Agora, ela precisa decidir se há algo a salvar, ou se é tempo de recomeçar, só por si.

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