UM AMOR TRÊS CORAÇÕES

Isy acordou sentindo-se excitada após um sonho envolvendo seus chefes. Precisava aliviar-se e decidiu acessar sua página favorita no notebook. Pegou o aparelho no criado-mudo e abriu a página onde encontrava conteúdos que a estimulavam. Observava as imagens de mulheres amarradas, com nádegas avermelhadas de tapas de seus dominadores, algumas ajoelhadas, vendadas, usando coleiras com os nomes de seus mestres.

Aquela visão a excitava de uma maneira indescritível. Começou a se tocar com intensidade, até que sentiu seu orgasmo atingir o clímax. Deixou-se cair na cama, extasiada e satisfeita.

Agora, precisava tomar um banho para dormir bem, pois no dia seguinte teria exames admissionais pela manhã. Tomou um banho, vestiu apenas uma calcinha e voltou para a cama. Fechou os olhos e adormeceu.

Alec e Dom chegaram em casa depois de uma tarde estressante na empresa. Estava exausto e ansiava por um banho, e sua cama.

Dom ao entrar no quarto, dirigiu-se imediatamente ao banheiro. Retirou suas roupas, ligou o chuveiro e deixou a água fria cair sobre seu corpo. De repente, a imagem de Isy veio à sua mente. Ele lembrava-se daquela boca rosada, do tom de pele dela e, é claro, imaginava dar tapas naquela bundinha até que ficasse avermelhada, bem como morder os seios médios e firmes dela.

Com esses pensamentos excitantes, ele começou a se masturbar e alcançou rapidamente um orgasmo intenso. Parecia que havia passado muitos dias sem uma mulher, embora tenha se passado apenas uma semana desde que saiu com Mari, sua submissa mais recente. No entanto, ele estava considerando seriamente trocar sua submissa. Mari desejava mais do que apenas uma sessão com seu dominador, mas ele só queria um relacionamento baseado em sexo forte e bruto. Esses termos foram estabelecidos quando assinaram o contrato de dominação e submissão, e ela estava ciente disso. Vestiu uma cueca box preta e se jogou na cama, adormecendo enquanto pensava em sua assistente.

Uma semana se passou, Isy fez todos os exames, e naquele momento estava de frente ao guarda-roupa procurando uma roupa para seu primeiro dia de trabalho.

Isy escolheu para o primeiro dia de trabalho, uma opção adequada de roupa feminina social, era um conjunto de blazer e calça de alfaiataria. Um blazer de corte clássico, de cor cinza feito de um tecido de alta qualidade. Uma calça de alfaiataria de modelagem reta na cor preta. Isy colocou uma blusa de seda na cor branca. Para completar o look, optou por um par de sapatos de estilo scarpin, de cor preta, que harmonizou com as demais peças usadas pela Isy. Adicionou alguns acessórios discretos para complementar o visual, com um colar delicado, brincos discretos e uma bolsa estruturada, pegou seu cappuccino que adorava e foi para a MIP.

EM OUTRA PARTE DA CIDADE

Dom acabara de tomar um banho e se dirigiu ao closet para se vestir, ainda envolto em uma toalha. A semana anterior tinha sido extremamente corrida, repleta de trabalho, mas a figura da doce Isy não saía da sua mente. No sábado, havia ido à sua boate de BDSM, um ambiente que englobava práticas consensuais como bondage, disciplina, dominação e submissão, sadomasoquismo e outros padrões relacionados ao comportamento sexual humano. Apesar da ampla variedade de práticas, muitas delas eram realizadas por pessoas que não se consideram praticantes de BDSM, sendo conhecidas como baunilha ou vanilla.

Uma das marcas mais populares desse universo era a coleira, um símbolo de submissão amplamente adotado pelos adeptos do BDSM. É importante ressaltar que todas as práticas do BDSM são consensuais e podem ou não envolver atos sexuais. Dentro desse contexto, os termos "submisso" e "dominante" (ou "dominador(a)") eram frequentemente utilizados para distinguir os papéis desempenhados pelos participantes. O dominante assumia o controle psicológico e/ou físico sobre o parceiro submisso.

Naquela noite, Dom havia ido à sua boate favorita, mas ninguém despertou seu interesse como a doce Isy. Tivera uma tentativa com Mari, mas não foi bem-sucedida. Embora ela o tivesse estimulado com desejo e paixão, o sexo foi bruto e intenso, e apenas servira para aumentar ainda mais o desejo de dominar a doce Isy.

Hoje seria o primeiro dia de Isy na empresa. Ele escolheu sua roupa, vestiu-se e saiu para tomar café. O encontrou com Alec nas escadas de sua casa, ambos vestidos de forma social, mas com um toque despojado.

— Bom dia, primo. — falou Alec.

— Bom dia, primo. Hoje o dia será agitado, teremos várias reuniões. — exclamou Dom

— Ainda bem que Isy começará hoje, ela nos ajudará bastante. — falou alec com felicidade

— Com certeza.

Após o café, entraram no carro e partiram para a MIP.

Isy chamou um carro de aplicativo e seguiu em direção à MIP. Ao chegar, pegou seu crachá de funcionária e sentiu que os olhos marejaram. Hoje era o dia em que começaria a realizar seu sonho. Dirigiu-se ao elevador e, ao entrar, ouviu alguém dizer:

— Segure aí!

Ela segurou as portas do elevador, que se abriram revelando Dom e Alec à sua frente. Eles estavam deslumbrantes. Dom usava uma camisa branca que destacava seu peitoral, além de óculos escuros. Como ele era lindo. Alec não ficava atrás, com uma simples camisa azul e calças listradas. A visão dos dois a fazia se sentir excitada, lembrando dos sonhos que tivera com eles durante a semana.

— Bom dia, senhores.

— Bom dia, Isy.

— Bom dia, Isy.

Eles seguiram até o andar da diretoria. Isy mantinha seu olhar concentrado à frente, mas sentia dois pares de olhos voltados para ela. Ao chegarem, a porta se abriu e ela foi a primeira a sair:

— Bom dia, Clara. — falou Alec.

— Bom dia, senhores Salvatores. — respondeu Clara.

— Clara, por favor, as chaves da sala da assistente. — pediu Dom

— Aqui, senhor Nic. — falou Clara, entregando as chaves.

Dom pegou as chaves com Clara, olhou para Isy e a chamou para conhecer sua sala. Alec vinha atrás deles. Passaram pela porta da sala de Alec e pararam em uma porta situada entre as salas de Nic e Alec. Era uma sala de cor salmão, um verdadeiro contraste em relação ao resto do andar. Uma lágrima escorreu quando ela viu seu nome escrito na porta:

Isabelly Herondale Assistente da Diretoria

— Meu Deus, que lindo!

— Bem, eu ia perguntar se você gostou, doce Isy, mas depois de ver sua emoção, acredito que sim.

— Sim, Dom, gostei muito.

Isy entrou na sala e observou uma mesa prateada com uma cadeira salmão. Havia um computador, uma impressora e uma grande janela que ia do chão ao teto. Ao lado, uma pequena mesa com uma cafeteira e um frigobar. Quando olhou para os lados da sala, ficou impressionada. Não havia paredes de concreto, apenas duas paredes de vidro que ofereciam total visão e acesso a outras duas salas sem precisar passar pelo corredor.

— Nossa, que linda. — falou Isy com emoção.

— Bem, Isy, você pode ir a qualquer uma de nossas salas sem precisar passar pelo corredor. — explicou Alec.

— Caso não queira olhar para a cara feia do Alec, pode fechar as cortinas vermelhas aqui. — brincou Dom.

— E para não olhar para a cara feia do Nic também, bela dama. — completou Alec

— Bem, agora vamos trabalhar, não é? — falou Isy.

— Se tiver alguma dúvida, bela dama, me procure. — exclamou Alec

— Por que deveria procurar você, seu sem noção? — falou Dom em tom de brincadeira.

Alec se dirigiu à sua sala e Nic à dele. Assim que Nic se sentou atrás de sua mesa, olhou para o lado e viu Isy tentando fazer um expresso para si. Ela estava curvada, o que lhe proporciona uma visão privilegiada de sua bela e redonda bunda.

"Puta merda", pensou Dom, acariciando seu amigo por dentro da calça. "Doce Isy, você vai me enlouquecer. Alec estava certo, estou ferrado, preciso dela. Preciso estar dentro dela com força."

Sentindo-se empolgada, Isy decidiu fazer uma chamada de vídeo para Nelly e planejou ligar para seus pais à noite.

— Alô! Oi, amiga linda. Espere aí, que roupa linda é essa? Amiga, você está maravilhosa com esse visual social.

— Gostou, amiga? Olhe minha sala. — falou Isy com alegria.

Isy girou o celular para mostrar a sala inteira, passando pelas paredes que dava visão para as salas dos rapazes.

Nelly notou algo interessante, mas passou tão rapidamente que não conseguiu ver com clareza. Estava de costas quando Alec se levantou para descobrir com quem ela estava falando. Ele se aproximou por trás, e ela se arrepiou quando ele sussurrou perto de seu ouvido:

— Com quem está conversando, bela dama? Consigo perceber sua felicidade mesmo lá da minha sala! — exclamou Alec.

— Amiga, quem é? — perguntou Nelly.

— Nelly, este é um dos meus chefes, Alexander Salvatore.

— Meu Deus, ele é lindo.

— Ah, Nelly, você me envergonha.

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