The Thorn of the Roses

Alguns anos depois da minha transformação, eu havia mudado bastante, eu descobri que a mordida ou sangue tomado de um vampiro te transforma no que você realmente é, eu não sabia que eu tinha uma linhagem de seres tão poderosos quanto a fadas e bruxas. Mas eu não mudei só por causa da transformação, eu também mudei minha forma de pensar e agir, eu não era mais aquela garota romântica, doce e amigável.

Criei um pequeno exército de vampiros para chamar de meu, eles me serviam fielmente, e então em menos de um ano eu já era conhecida com uma mafiosa e tanto, e não como uma vampira.

Foi então que eu decidi voltar para Los Angeles e fazer daquela cidade minha, eu soube que a cidade não estava mais sobre os comandos dos Harper.

Eu e meus seguidores chegamos em Los Angeles e para a minha surpresa havia um vampiro chamado Mark que estava tomando conta da cidade e então resolvi falar com ele e fazer ou melhor obrigar ele a aceitar um acordo, uma aliança.

—Essa é a casa? — Perguntei, estranhando era a antiga casa do Harper.

—É sim — Phillipe um dos meus homens diz.

—Certo, vamos entrar — digo.

Phillipe e os outros arrombaram a porta e então entramos fazendo os vampiros que estavam lá dentro de assustarem e olharem em nossa direção, e se prepararem para atacar.

—Calminha aí, eu só gostaria de falar com o líder de vocês, o Mark — digo e então um moreno alto e forte da um passo a frente.

—Posso saber o que quer comigo? — Perguntou ele.

—Hmm, então você é o Mark, por acaso você conheceu os Harper? — tiro minha dúvida.

—Sim, Nathan me criou como um filho — ele diz — Quem é você?

—Muito prazer, sou Lily Porter — digo estendendo a mão para ele que me encara surpreso e mesmo assim pega na minha mão e beija de forma gentil me fazendo lembrar de Jack.

—Você é a garota do Jack? — ele pergunta e me surpreende ele saber dessa história.

—Me recordo desse ser, mas meu querido eu não sou de ninguém — sorrio para o mesmo — será que podemos conversar a sós?

—Claro, me acompanhe — ele diz.

—Se comportem meninos — digo aos meus homens e sigo o Mark.

Ele me levou até um escritório.

—Pronto, o que deseja falar comigo? — ele pergunta.

—Simples eu quero uma aliança com você, um acordo, eu quero tomar conta de Los Angeles —  digo.

—Mas eu sou quem toma conta da cidade — ele diz.

—Nossa que grosseria, por favor não me interrompa — digo. — Eu poderia tomar a força em um estalar de dedos, mas eu prefiro fazer uma aliança com você, não preciso tomar conta de tudo, só de uma parte da cidade — explico — Já ouviu falar na mafiosa de San Diego? — Pergunto.

—Sim, não vai me dizer que...

—Sim, sou eu — digo sorrindo — olha isso aqui é meu lar muito antes de você nascer, eu quero fazer desse lugar uma cidade que lucre e eu nem preciso me exibir, você pode continuar sendo “ o chefe” e meus homens estariam dispostos a te servir, só você e seus homens saberiam de mim.

—Entendi você quer comandar das sombras — ele fala.

—Exatamente — digo.

—Metade da cidade para você... — ele fala pensativo — Acho que vai ser um bom negócio, será bom ter uma pessoa que conhece os Harper perto de mim, tudo bem nós temos um acordo — ele diz esticando a mão e eu aperto sua mão para celarmos o nosso acordo.

—Isso quer dizer que seremos leal um ao outro — digo e ele assente — pois bem, direi ao meu pessoal para seguir as suas ordens.

Anos se passaram e a nossa amizade e lealdade cresceu assim como a nossa aliança, Mark era um homem bom diferente de mim, as vezes era ele que me trazia o meu lado bom de volta.

Juntos conseguimos expandir a cidade fazer a cidade crescer e lucrar, eu abri um cassino, assim como alguns pontos de tráfico de armas, eu estava sempre fechando algum negócio.

Em um desses negócios com um mafioso chamado Marcone eu conheci o Ryan Wade o mesmo trabalhava para o Marcone mas me parecia insatisfeito com aquela situação.

—Você gosta de trabalhar para ele? — Pergunto me aproximando do jovem.

—Eu não tenho escolha, estão com a minha irmã — ele diz me fazendo sentir dó do mesmo.

—Senhorita Porter esse fedelho está te importunando? — Marcone pergunta.

—Não de forma alguma — digo mas ele não dá a mínima importância para o que eu falei.

—Rapazes dêem uma lição a ele — ele ordena para seus homens e então eu entro na frente e meus homens aparecem do meu lado.

—Eu disse que ele não me fez nada — digo olhando para o Marcone — Quanto você quer por ele e por sua irmã? — pergunto e tanto Ryan quanto Marcone me olham surpresos.

—Está disposta a pagar caro por eles? — Marcone pergunta se aproveitando da situação.

—Pago o que for preciso — digo.

—Muito bem eu quero oitocentos dólares por cada um — ele diz.

—Como se essa quantia fosse um problema para mim — digo — Phillipe pague a ele — ordeno.

Assim que o mesmo recebe ele traz a irmã criança do garoto chamada Julie, me fazendo pensar o que essa criança deve ter passado na mão desse monstro.

A mesma corre para abraçar o seu irmão que me olha.

—Obrigado, senhora eu serei eternamente grato — ele diz e eu sorrio.

—Vamos embora — digo.

Saímos do local e estávamos indo para o carro quando de repente um disparo foi feito nos fazendo assustar, ouço a criança gritar, olho para o lado e vejo Ryan ferido.

—Phillipe coloque ele no carro — falo desesperada — Dave mate aquele homem — digo e ele assente.

Entro no carro junto com Ryan e sua irmã e coloco a cabeça dele no meu colo.

—Phillipe para o hospital agora — digo.

Havia muito sangue nele, o cheiro dele estava deixando eu e os meus homens desnorteados.

—Merda não vai dar tempo — digo enquanto a Julie só chorava. — Pare o carro, Phillipe tire a Julie do carro por um instante — falo e ele já entendi o que eu vou fazer.

—Não, eu quero ficar com o meu irmão — Julie diz.

—Confia em mim eu vou salvar o mesmo — digo — agora saia do carro.

Phillipe tira a Julie do carro e então eu olho para o Ryan, aproximo o meu rosto de seu ouvido.

—Eu sou uma vampira e vou te transformar tudo bem? — pergunto e então encaro o mesmo que me olha surpreso mas assente.

—Não vou te morder eu sei o quanto dói — digo mordendo meu próprio braço e fazendo com que o mesmo bebesse o meu sangue — o seu corpo vai arder um pouco é por conta da transformação mas logo passa — digo e vejo o mesmo assentir.

Fico com ele até o final de transformação, e então o mesmo abre seus olhos.

—Que bom que está de volta — digo abraçando o mesmo.

—Eu não sei como agradecer, você salvou minha vida, vou servir a você para o resto de minha vida — ele diz.

—Não me agradeça eu te transformei em um mostro como eu — digo.

—Mas se não fosse isso eu estaria morto — ele diz.

—Você está com sede? — pergunto e ele segura sua garganta.

—Muita — ele diz.

—Consegue se controlar até levarmos sua irmã para casa? — Pergunto e ele assente — Sabe que terá que se afastar dela até ter seu controle absoluto.

—Tudo bem eu entendo — ele diz.

Logo Phillipe voltou com a Julie, a expressão de felicidade dela ao ver que o Ryan estava bem aqueceu meu coração se é que ey tenho um.

Levamos a garota para casa e depois voltamos para a minha casa eu teria muito o que explicar ao Marcel.

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