Te amo meu alpha - 1° volume

Me separo das meninas quando o sinal para as próximas aulas toca. Vou ao meu armário de novo, e começo a trocar os livros. Sinto algo me observando, e começo a olhar em volta. O corredor não estava muito cheio, e estava ficando cada vez mais vazio. Vejo um garoto se esconder quando noto sua presença. Me aproximo calmamente, e o vejo no fim do corredor, de costas para mim e andando tranquilamente até uma das salas. Quem era ele?.

Foi tudo tão rápido, que a única coisa que lembro são seus olhos azuis. Acho que nunca vi olhos num tom de azul escuro como os dele. Prefiro não arriscar e ir atrás, para não me atrasar para a aula.

Entro na sala de matemática, e procuro um lugar vago. Como sempre, sou uma das primeiras a chegar, e aos poucos, os outros alunos começam a entrar.

E lá se foi o meu silêncio...

Muitos murmúrios ainda rolavam por causa do acontecido. Vai ser uma semana difícil, mas não me arrependo de ter colocado aquele miserável em seu devido lugar. Fala sério, é impossível que eu seja a única nessa escola a ter neurônios o suficiente para não cair aos pés de Logan!

Por azar do destino, Logan acaba se sentando não muito longe de mim. Minhas costas queimavam a medida que ele me fuzilava com os olhos.

Será que ele acha que eu não percebo?.

Quando menor, tinha uma pequena queda por Logan, mas isso foi se perdendo a medida que ele se transformava no que ele é hoje, ou seja, um babaca com visível complexo de superioridade.

(...)

Ao acabar a aula, ando apressadamente até a saída e procuro Théo com o olhar.

Ele parecia fazer o mesmo, já que de longe acena para mim. O vejo se despedir de seu círculo de amigos, e vir na minha direção. Não vi mais as meninas depois do ocorrido, algumas turmas ainda estavam em aula.

- vamos? - Théo pega minha mochila.

- achei que tivesse vindo com o seu carro - franzo o cenho.

- eu vim de carona - ele bufa - papai tomou o meu carro depois que viu aquele arranhão na lateral do carro.

- ou será que foram as latinhas de cerveja e os engradados no porta-malas? - o olho convencida.

- ah... Aquilo? - ele sorri amarelo - nããããão... Tenho certeza que não foi por isso.

- você sabe que não vai dirigir o meu carro, não é? - falo com humor.

- seu carro? - ele ri - papai mandou dividirmos - ele pega a chave da minha mão e corre até o carro.

- Théo, nem pense nisso! - corro atrás dele.

(...)

Assim que chegamos em casa, estranho Théo ainda não ter falado sobre o ocorrido comigo. Certamente ainda não soube. Bom... melhor assim. Após um banho relaxante, visto uma calça jeans, uma blusa comum, e um par de tênis.

- onde vai? - Théo me olha torto.

- vou sair um pouco.

- papai não vai gostar de chegar em casa, e ver que você não está aqui - ele avisa - você sabe como ele é com a "filhinha" dele - ele ri.

- eu volto logo, Théo! - bufo.

- eu bem que avisei - ele volta a olhar o conteúdo na televisão.

Corro até a floresta e adentro mais, até chegar na minha cachoeira preferida. Abro minha mochila e sorrio ao ver meu arco e flecha.

Eu adoro arco e flecha desde criança, lembro como se fosse ontem quando meu pai levava eu e meu irmão para caçar nesta mesma floresta.

Pego meu arco e flecha, e me concentro nos meus sentidos, até que sinto o cheiro do coelho, minha presa.

Preparo a flecha, mas acabo errando, fazendo o coelho se assustar e correr para longe. Ando mais pela floresta, e admiro sua beleza, estava tão distraída que não notei o grande lobo negro a metros de mim. Seus olhos dourados penetravam minha alma. Por impulso pego meu arco e aponto para ele, eu estava em desvantagem, não podia me transformar, isso tomaria muito tempo.

Ele avança em mim e joga meu arco para longe, onde o escuto de partir. Droga! Eu gostava daquele arco!.

- me parece que a lobinha destemida, esta com medo - ele fala com voz de besta devido a forma lupina.

Não me levem a mal, mas quando um lobisomem está em sua forma lupina, parece que sua voz fica tão assustadora quanto sua forma física. A voz se torna grossa e amendrotadora, como a voz daqueles filmes de terror que passam na televisão a partir de meia-noite, podem imaginar?.

- quem é você?! - tento parecer firme. Mas só tento mesmo.

- você ainda não me conhece , mas vai conhecer - ele se afasta, e corre para a parte escura da mata.

Isso foi estranho. Decido então pegar o resto do meu arco, e ir fui pra casa. Noto a casa vazia, e agradeço mentalmente por isso. Depois de tomar outro banho, troco de roupa para uma mais quente. Estou prestes a descer a escada, quando Théo me puxa para dentro do quarto dele.

- Kira, que merda foi aquela na escola? - ele me mostra as mensagens dos amigos dele o contando o que aconteceu.

Bando de fofoqueiros!

- eu só me defendi, não vou deixar ninguém ficar me rebaixando. Sou da corte do alpha também - cruzo os braços.

- me conta tudo direitinho - ele tentando manter a calma, mas eu sabia que ele estava com raiva.

Após contar tudo o que houve, tanto o tranquilizar de que estava bem agora, mas claro que não funcionou.

- eu mato esse garoto um dia desses!- ele diz com raiva.

- não por favor, eu não quero mais problemas. Já tem muita gente falando sobre isso. Não quero que o alpha vá reclamar com o papai! - praticamente imploro para Théo ficar de boca calada.

- ele é louco se acha que nosso pai não ficará sabendo - Théo sai do quarto a passos raivosos.

Merda!.

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