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Quebrada no Altar, Renascida Mais Forte
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Quebrada no Altar, Renascida Mais Forte

9.3
/ 10
Abandonada no altar, Ângela ressurge como imunologista de elite nesta romance novel. Após salvar o filho do ex-noivo em um baile de gala e enfrentar falsas acusações, ela revela um novo casamento poderoso. Descubra segredos e vingança neste mystery story intenso sobre superação e justiça.

Capítulo 1 de Quebrada no Altar, Renascida Mais Forte

"Tenho o dever moral de me casar com ela", anunciou meu noivo no altar, me abandonando pela minha irmã que soluçava.

Ele alegou que ela estava grávida de um stalker que, na verdade, perseguia a ele. Quando cortei meu pulso em desespero, ele não entrou em pânico — ele zombou.

"Pare de agir como uma louca, Ângela. Isso é nojento. Apenas espere um ano por mim."

Cinco anos depois, retornei como uma imunologista de topo. Quando o filho dele desmaiou por anafilaxia em um baile de gala, corri para salvá-lo.

Em vez de gratidão, minha irmã me deu um tapa e meu ex-noivo me chutou nas costelas, gritando que eu estava envenenando seu filho.

Injetei a droga salvadora mesmo assim, desabando de dor enquanto as sirenes da polícia uivavam lá fora.

"Prendam essa psicopata!", exigiu meu ex, apontando para mim.

Mas os policiais passaram direto por mim para algemá-lo, justo quando uma voz fria e poderosa cortou o caos.

"Você tem cinco segundos para se afastar da minha esposa."

Capítulo 1

Ponto de Vista de Ângela Campos:

O mundo se tornou um borrão, a renda branca do meu vestido de noiva parecia uma mortalha sufocante enquanto eu estava parada no altar, assistindo ao homem que eu amava se afastar. Ele não estava caminhando em minha direção. Ele estava indo embora com minha irmã, Cristina.

Minha respiração falhou. A grande catedral, lotada com a elite de São Paulo, tornou-se uma câmara de eco silenciosa, amplificando o som do meu próprio coração sendo estilhaçado. Meu noivo, Bruno Oliveira, herdeiro do império imobiliário Oliveira, virou as costas para mim.

Ele caminhou até Cristina, que estava soluçando ao lado, com o rosto mascarado por uma inocência frágil. Ele colocou um braço ao redor dela, puxando-a para perto, um gesto de conforto que ele deveria estar oferecendo a mim. Ele olhou para mim então, seus olhos contendo uma mistura de pena e algo mais frio, como se estivesse proferindo um veredito.

"Ângela", disse ele, sua voz ecoando claramente através do silêncio atordoado. "Não posso me casar com você hoje."

Meu mundo inclinou. O ar fugiu dos meus pulmões.

Cristina se agarrou a ele, seus fungados ficando mais altos. Bruno acariciou o cabelo dela. Ele olhou de volta para mim, seu olhar firme. "Cristina precisa de mim. Ela foi abusada sexualmente."

As palavras me atingiram como um golpe físico. Abusada? Aqui? Agora? Minha mente correu, tentando compreender o horror, mas as próximas palavras dele torceram a lâmina.

"O stalker estava atrás de mim. A culpa é minha. E agora... ela está grávida." Ele falou como se fosse um pronunciamento solene, um fardo pesado que ele estava obrigado a carregar por honra.

Grávida. Do filho dele? Não, de uma criança. Uma criança concebida de um pesadelo, ele insinuou. Minha visão nadou.

Ele se endireitou, puxando Cristina ainda mais para perto, como se para protegê-la do meu olhar, do julgamento da multidão. "Tenho o dever moral de me casar com a Cristina. Para dar um nome a essa criança." Seu tom era justo, inabalável.

Um dever moral. As palavras pairaram no ar, uma paródia cruel dos votos que deveríamos trocar. Ele estava falando sobre dever, não amor, não o futuro que havíamos planejado.

Ele olhou para mim novamente, sua expressão suavizando, mas parecia uma piedade condescendente. "Ângela, apenas... espere um ano por mim. Eu vou me divorciar. Então poderemos ficar juntos." Ele disse isso tão casualmente, como se me pedisse para esperar por uma mesa em um restaurante, não pelo meu futuro inteiro.

Minha mãe, um pilar da sociedade, correu para frente, o rosto marcado pelo horror. "Bruno, o que você está dizendo? Ângela é sua noiva!"

Ele levantou a mão, silenciando-a. "Isso é o que tenho que fazer." Ele puxou Cristina em direção à porta lateral. Os convidados assistiam, congelados. Minha vida inteira, cada sonho, cada promessa sussurrada, desmoronou em pó ao meu redor.

As palavras dele ressoavam em meus ouvidos: Espere um ano por mim. Um ano. Por um homem que me abandonaria no altar, alegando um dever moral para com outra mulher. Era uma piada perversa.

Meu pai, um homem de força tranquila, sempre me disse: "Ângela, o amor é a única herança verdadeira. Guarde-o com sua vida." Ele quis dizer amor real, não essa zombaria tóxica. Ele havia morrido há um ano, deixando-me frágil e vulnerável, e Bruno prometeu ser minha rocha. Agora, essa rocha havia me esmagado.

O mundo ficou em silêncio novamente. A música do grande órgão, destinada a sinalizar nossa união, parecia uma marcha fúnebre. Minha mão tremia, alcançando o buquê de rosas brancas, mas meus dedos não conseguiam segurá-las.

Eu tropecei para trás, o peso de sua traição me esmagando. Minha visão afunilou. Uma necessidade desesperada dele, do seu amor, do amor que eu pensava que compartilhávamos, me consumiu. Eu precisava que ele visse minha dor, que entendesse o que estava fazendo. Eu precisava que ele me escolhesse.

Minha mente gritava. Eu precisava fazê-lo ver. Minha mão, ainda tremendo, encontrou o pequeno e ornamentado abridor de cartas que usei para abrir nossos convites de casamento. Ele estava esquecido na pequena mesa ao lado do livro de visitas. Minha avó tinha me dado. "Para abrir novos capítulos, minha querida", ela disse. Era afiado.

Pressionei a ponta contra meu pulso, o metal frio um contraste gritante com a agonia ardente em meu peito. Um apelo silencioso. Um grito desesperado pelo amor que eu estava perdendo.

Bruno, prestes a sair com Cristina, olhou para trás. Seus olhos se arregalaram quando viu o abridor de cartas, depois se estreitaram. Ele soltou a mão de Cristina.

"Ângela, o que você está fazendo?" Sua voz era fria, acusatória.

Meus olhos imploraram a ele, desejando que ele entendesse. "Bruno", engasguei, um soluço cru rasgando minha garganta. "Por favor. Não vá."

Ele se aproximou, mas seu rosto endureceu. "Pare de agir como uma louca, Ângela. Isso é manipulação. Largue isso."

Manipuladora. Louca. Suas palavras eram como pedras atiradas contra meu espírito já quebrado. A lâmina pressionou com mais força. Uma linha fina de vermelho brotou, depois formou gotas, depois escorreu.

Ele viu o sangue. Sua expressão não mudou. Nem medo, nem preocupação. Apenas aborrecimento. "Não seja ridícula. Não vou cair nessa." Ele se virou para Cristina, que assistia com olhos arregalados e inocentes.

"Você está fazendo uma cena, Ângela. Isso é nojento", ele sibilou, sua voz baixa, mas cortante. "Você está sangrando em todo o meu casamento. Cristina precisa de mim. Agora."

Ele foi embora. Ele realmente foi embora. Ele passou pela porta, puxando Cristina com ele, deixando-me sangrando e quebrada, sozinha na grande e vazia promessa do nosso casamento.

Meu sangue escorria pelo meu braço, um rio carmesim na renda branca imaculada. Minha mão parecia dormente. Minha cabeça girava. A parte fria e analítica do meu cérebro, a parte que mais tarde definiria minha vida, registrou o choque. Ele tinha visto o sangue. Ele tinha chamado de nojento. Ele tinha escolhido Cristina.

Suas palavras, como cacos de gelo, perfuraram a névoa do meu desespero. Manipuladora. Nojento. Pare de agir como louca. Cada palavra ecoava, não suavizando a dor, mas afiando-a, transformando-a de uma dor surda em um fogo abrasador.

A esperança, a esperança desesperada e tola de que ele me escolheria, de que veria meu sofrimento e voltaria, estilhaçou-se em um milhão de pedaços. Não foi apenas meu coração que se partiu; foi toda a minha compreensão ingênua de amor e lealdade.

Assisti através de olhos cheios de lágrimas enquanto Bruno e Cristina desapareciam pelas portas ornamentadas. Eles não apenas me deixaram; eles levaram tudo. Meu futuro, minha dignidade, até mesmo os presentes de casamento que agora pareciam símbolos zombeteiros de uma vida que nunca seria minha. Minha visão nadou. A sala girou.

Naquele momento, uma clareza arrepiante tomou conta de mim. Ele não valia a pena. Ele não valia nada disso. O homem que eu amara tão cegamente, tão completamente, era uma casca oca, cheia de autoimportância e uma terrível falta de empatia. Eu era apenas um peão em seu complexo de salvador.

Minha mão ainda segurava o abridor de cartas, mas o apelo desesperado havia desaparecido. Uma resolução fria se instalou. Lentamente, deliberadamente, afastei a lâmina. A ferida ardia, queimando, mas não era nada comparada à ferida em minha alma. Envolvi um pedaço da renda delicada do meu véu em volta do meu pulso, estancando o fluxo. Era um curativo bagunçado e inadequado, mas era meu.

Eu precisava desaparecer. Me consertar. Deixar de ser a Ângela que ele conhecia, a Ângela que ele desprezava. Meu futuro, fosse o que fosse, não o incluiria. Eu precisava encontrar um lugar onde sua arrogância, suas palavras, sua própria existência, não pudessem me tocar.

Eu deixaria esta cidade, esta vida. Eu iria para algum lugar onde ninguém soubesse meu nome, ninguém soubesse meu passado. Algum lugar onde eu pudesse reconstruir, livre de sua sombra tóxica. O sangue no meu vestido era uma promessa escrita em carmesim. Eu nunca estaria tão quebrada novamente.

Meu peito queimava, mas não era apenas a dor da traição. Era a primeira faísca de algo novo. Algo feroz.

"Você quer que eu espere um ano?" sussurrei para o corredor vazio, um fantasma de um sorriso vingativo tocando meus lábios. "Você vai esperar uma vida inteira por mim."

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