Pecado no 50º Andar

A sala de reuniões principal da Thorne Enterprises cheirava a café forte, medo e testosterona corporativa.

Doze homens em ternos escuros estavam sentados ao redor da imensa mesa de mogno, mas apenas uma voz importava. Gabriel caminhava de um lado para o outro em frente à tela de projeção, desmantelando a proposta de fusão da empresa rival com uma precisão cirúrgica e impiedosa.

Sofia estava sentada à direita dele, com as costas retas, o bloco de notas aberto e uma caneta na mão. Seu trabalho era tomar notas. Sua realidade era tentar não se contorcer na cadeira.

Usava um vestido azul-marinho, conservador na frente, mas com uma fenda na perna que agora lhe parecia um erro tático. Gabriel não olhara para ela durante toda a manhã. Nem uma palavra sobre o que acontecera em sua mesa na noite anterior. Apenas um "Traga os relatórios para a sala 1" latido pelo interfone.

- Suas projeções são otimistas, Sr. Valdés - disse Gabriel, parando logo atrás da cadeira de Sofia. Sua voz ressoou no peito dela. - Mas neste edifício não trabalhamos com otimismo. Trabalhamos com fatos.

Sofia sentiu o calor do corpo dele a centímetros de seu ombro. O aroma de sua colônia a envolveu, disparando um reflexo condicionado em seu corpo: seu coração acelerou e suas coxas se apertaram instintivamente.

Gabriel apoiou uma mão no encosto da cadeira dela, inclinando-se em direção à mesa para se dirigir aos diretores.

- Sofia, passe-me o detalhamento financeiro do terceiro trimestre - ordenou, sem olhar para ela.

Ela procurou o arquivo com mãos trêmulas e o deslizou para ele. Ao fazê-lo, seus dedos se roçaram. Foi elétrico. Gabriel pegou a pasta com uma mão, mas a outra não voltou para a lateral do corpo.

Desceu.

Sofia parou de respirar quando sentiu a mão grande e quente de Gabriel pousar sobre seu joelho, oculta sob a pesada mesa de madeira.

- Como podem ver na página quatro... - continuou Gabriel com um tom de voz perfeitamente estável, abrindo a pasta com uma mão enquanto a outra começava uma subida lenta e torturante pela coxa dela.

Sofia cravou o olhar em seu bloco de notas, fingindo escrever, mas sua caligrafia era um desastre trêmulo. Os dedos de Gabriel eram firmes, audazes. Acariciaram a pele sensível da parte interna de sua coxa, subindo centímetro a centímetro, empurrando o tecido do vestido para cima.

Ninguém podia vê-los. Todos os olhos estavam fixos em Gabriel ou nos documentos. Mas o risco era palpável. Se alguém deixasse cair uma caneta... se alguém se inclinasse...

- A liquidez é insuficiente - disse Gabriel, e seus dedos roçaram a borda da calcinha de Sofia.

Ela soltou um pequeno suspiro, que rapidamente disfarçou como uma tosse.

Gabriel apertou a coxa dela com força, um aviso silencioso: Controle-se. Depois, com uma destreza assustadora, deslizou a mão sob a renda de sua roupa íntima.

Estava molhada. Vergonhosamente encharcada. Gabriel deve ter sentido, porque seu polegar fez um movimento de aprovação contra a pele escorregadia dela antes de encontrar seu clitóris.

- Senhorita Miller - disse Gabriel de repente, dirigindo-se a ela em voz alta.

Sofia levantou a cabeça de supetão, com os olhos arregalados e as bochechas ardendo. Gabriel a olhava de cima, com uma sobrancelha arqueada e uma expressão de tédio profissional, enquanto seu dedo médio começava a esfregar o clitóris dela com um ritmo circular e lento sob a mesa.

- Sim... sim, senhor? - Sua voz saiu uma oitava mais aguda do que o normal.

- Anotou a objeção do Sr. Valdés?

Gabriel afundou o dedo dentro dela ao mesmo tempo em que fazia a pergunta.

Sofia teve que morder o interior da bochecha para não gemer na frente de toda a diretoria. Seus quadris se moveram imperceptivelmente em direção à mão dele, buscando mais pressão, traindo-a.

- S-sim, Sr. Thorne. Anotada.

- Ótimo. Leia para o grupo.

Era um sádico. Um maldito sádico. Queria vê-la quebrar. Queria ver se ela conseguia manter a fachada de secretária eficiente enquanto ele a tinha empalada em seu dedo.

Com as mãos tremendo violentamente sobre o papel, Sofia tentou decifrar seus próprios rabiscos. Enquanto lia a nota com voz entrecortada, Gabriel aumentou o ritmo. Seu polegar roçava o clitóris dela, seu dedo entrava e saía dela, criando um som úmido que para Sofia parecia ensurdecedor, embora o murmúrio da sala o encobrisse.

- O... o Sr. Valdés sugere que... que os ativos líquidos... - Sofia fechou os olhos por um segundo, sentindo uma onda de prazer percorrer sua coluna. Gabriel girou o dedo dentro dela, atingindo aquele ponto sensível. - Que os ativos são... suficientes.

- Incorreto - disse Gabriel, tirando a mão de supetão.

A perda repentina do contato a deixou vazia, palpitando e à beira do abismo.

Gabriel se endireitou, limpando discretamente os dedos no lenço de bolso, oculto pela mesa, antes de caminhar em direção à cabeceira.

- A reunião acabou. Valdés, sua oferta foi rejeitada. Saiam todos.

Os executivos começaram a recolher suas coisas, murmurando entre si. Sofia ficou paralisada em sua cadeira, incapaz de se levantar. Sentia as pernas como gelatina e a umidade esfriando em sua pele.

Esperou que o último homem saísse. Quando a porta se fechou, deixando Gabriel e ela sozinhos novamente, levantou o olhar.

Gabriel estava apoiado na porta fechada, olhando para ela. Seus olhos brilhavam com um triunfo sombrio.

- Quase gozou enquanto lia as atas, Sofia - disse suavemente. - Muito pouco profissional.

Ela abriu a boca para protestar, mas ele a cortou.

- Limpe-se e vá para o meu escritório em dez minutos. Você tem uma lição a aprender sobre manter a compostura sob pressão.

Virou as costas e saiu, deixando-a sozinha, excitada, frustrada e completamente à sua mercê.

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