O Último Suspiro e o Primeiro Despertar

O meu nome é Sofia. No dia do meu aniversário de 25 anos, o meu marido, Pedro, matou-me.

Não com uma faca, mas com um carro.

Eu estava a atravessar a passadeira quando o seu Porsche preto acelerou do nada, atirando-me para o ar.

O impacto foi brutal, a dor foi imediata e avassaladora.

Enquanto o meu corpo caía no asfalto, a última coisa que vi foi o rosto dele através do para-brisas, frio e sem emoção.

Ao lado dele, a minha irmã mais nova, Clara, olhava para mim com um sorriso vitorioso.

Depois, tudo ficou escuro.

Quando abri os olhos novamente, estava de volta ao nosso apartamento. A luz do sol entrava pela janela, exatamente como na manhã do meu aniversário.

O meu corpo não doía, não havia sangue.

Olhei para o calendário na parede: era o dia do meu aniversário.

Tinha voltado no tempo.

Pedro saiu da casa de banho, com uma toalha à volta da cintura.

"Bom dia, amor. Feliz aniversário."

Ele aproximou-se para me beijar, mas eu recuei instintivamente. A imagem do seu Porsche a vir na minha direção estava gravada na minha mente.

Ele franziu o sobrolho, confuso com a minha reação.

"O que se passa?"

"Nada," menti, o coração a bater descontroladamente. "Apenas um mau sonho."

Ele deu de ombros e foi para o closet.

"Veste-te depressa. A tua mãe e a Clara vêm cá para o pequeno-almoço."

A menção de Clara fez o meu estômago revirar.

Eu sabia o que tinha de fazer. Tinha de descobrir porquê. Por que é que o homem com quem casei e a minha própria irmã me queriam morta?

Desta vez, eu estaria preparada.

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