O Marido da minha Chefe

-Nossa, parece que ela já foi embora, disse -Phil, surpreso com a rapidez com que ela pegou suas coisas para sair. -Não é mais minha culpa, Phil."

-Não se preocupe, a gente se vê.

-Claro, a gente devia sair uma dessas noites.

Phil assentiu enquanto se dirigia para a saída. Ele achou que poderia vê-la na recepção, então acelerou o passo para ver se dava sorte.

[...]

Ciana jogou a bolsa na cama, e alguns passos atrás dela fizeram o mesmo. Ela encarou o teto do quarto, pensando no que diabos faria agora.

-Preciso arranjar outro emprego. Não vou conseguir sobreviver muito tempo com a minha indenização.

Nesse instante, o telefone dela tocou. Sem nenhuma motivação, ela o pegou para ver a tela. Era sua melhor amiga, Dorelis.

-Eu sei que você está no trabalho, mas não desligue na minha cara.

-Eu não estou no trabalho. Fui demitida daquele maldito lugar.

- Sinto muito, Ciana. Nesse caso, o que vou te contar agora será perfeito para você.

[...]

Ela não sabia como Dorelis a havia convencido, mas lá estava ela, com um vestido lindo, no bar mais bonito de Chicago. Ciana procurou sua melhor amiga com o olhar, mas não a encontrou em lugar nenhum.

E como diabos ela esperava encontrá-la? Era sexta à noite e o lugar estava lotado.

-Que péssima ideia vir a este lugar. Eu não deveria estar aqui -murmurou, virando-se, mas esbarrou no peito de alguém. - Me desculpe... -Suas palavras se perderam enquanto olhava para quem havia esbarrado.

-Que coincidencial -Era o mesmo homem que frequentava o escritório do seu ex-chefe.

-Oi, -cumprimentou-o, parecendo uma idiota.

-Nunca imaginei te encontrar aqui. Mas fico feliz em ver um rosto familiar.

-O que você está fazendo aqui?

-Igual a todos os outros, tomando um drinque. ¿Posso lhe oferecer um?

A verdade era que ela vinha pensando em ir embora, mas agora que encontrara aquele homem, sua vontade de partir havia desaparecido completamente.

¿O que estava acontecendo com ela?

-Claro, eu gostaria.

-Queria lhe dizer que, depois da reunião com meu sócio, saí do escritório para avisá-la de que você não ficaria desempregada.

-¿O que você está dizendo?"

-Conversei com meu sócio e ele concordou em mantê-la na empresa, mas como recepcionista.

Ela não conseguia acreditar. Aquele homem havia intercedido por ela. Ela ainda tinha um emprego; era uma ótima notícia. No entanto, ela ainda teria que ver a cara do seu chefe idiota. Por outro lado, continuaria vendo aquele homem misterioso que aparecera do nada.

-¿Tem certeza disso?

-Claro que tenho. Você tem a minha palavra.

Recepcionistas não ganhavam muito, mas pelo menos ela não estava desempregada. Ciana sorriu, começando a suspeitar que o rapaz gostava dela, mesmo sendo claramente mais velho.

Um drinque levou a outro, e a conversa se arrastou. Ciana se esqueceu completamente de que ia encontrar sua melhor amiga, que estava apenas de passagem por Chicago. Ela estava curtindo as férias, e a amiga estava sendo tão ruim que ela não tinha pensado nela naquela noite.

-Preciso ir ao banheiro -desculpou-se, pensando que deveria ligar para Dorelis.

-Espero que você não se perca.

-Já volto.

Depois de várias ligações perdidas, Ciana desistiu.

-Ela deve estar furiosa comigo.

Guardou o celular na bolsa e, ao sair, deu de cara com o rapaz com quem tinha saído naquela noite. Ciana ficou chocada com a presença dele e sentiu como se seu coração fosse explodir. Phil a observou sair do banheiro e sentiu uma vontade irresistível de beijá-la, e foi exatamente o que fez. Sem dizer uma palavra, o CEO beijou Ciana apaixonadamente.

Para sua surpresa, a jovem retribuiu o beijo com paixão e desejo. Ela o abraçou pelo pescoço e o envolveu pela cintura; suas línguas desempenharam um papel vital no beijo, aprofundando a conexão.

-Ciana... eu... -ele gemeu contra os lábios dela.

-Sim -ela respondeu rapidamente enquanto ele a olhava atentamente.

Cerca de meia hora depois, Phil e Ciana estavam deitados em uma cama grande com lençóis de seda acinzentados.

Ciana sentiu os beijos dele na curva do seu pescoço enquanto ele a tocava sutilmente na lateral do corpo. Os carinhos dele a fizeram suspirar de uma forma que ela nunca imaginou ser possível.

Ela mordeu levemente o lábio enquanto o moreno começava a levantar a saia do seu vestido, revelando suas pernas. Ela não tinha certeza do que estava fazendo, ou do que estava prestes a fazer.

Mas de uma coisa ela tinha certeza absoluta: ela amava os carinhos daquele homem. Ele era tão apaixonado, tão másculo, tão atraente. Além disso, era requintado, tão grande e musculoso.

Ela ainda mal conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo com ele... então ele pressionou os lábios contra os dela novamente para beijá-la ternamente.

-¿Tem certeza, Ciana? - perguntou ele contra a boca entreaberta dela.

-Sim.

[...]

Antes do amanhecer, Ciana abriu os olhos e pensou que era uma boa hora para ir embora daquele lugar. Ela olhou por cima do ombro para...

O homem sentiu uma pontada de arrependimento por tê-la deixado, mas era evidente que ela fora apenas um caso de uma noite.

Tanta galanteria só tinha um propósito.

Contudo, ela não se arrependia de nada; aquele homem valeu cada hora que ela lhe dedicara e toda a dor que suportara naquela noite. Ela sorriu ao pegar o vestido, olhou para ele por mais um instante e mordeu o lábio inferior.

-Que noite magnífica eu tive com aquele homem.

Ela tinha certeza de que jamais esqueceria aquela experiência incrível. Acariciou os próprios lábios enquanto fechava os olhos, lembrando-se do jeito como ele a beijara. Sua pele ainda carregava o perfume dele. Mas ela precisava voltar à realidade. A loira se despediu com um olhar e saiu do quarto.

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