My Favorite Killer

Prólogo

Luke

Eu estava caminhando nas linhas de trilho do metrô de Nova York, quando ouvi um gemido abafado vindo de um dos túneis que iam direto para o esgoto. Algum casal de merda devia estar fazendo sexo. Quanto mais eu ia me aproximando do túnel, mais o barulho de gemido feminino aumentava.

Eu odiava a felicidade dos outros, então eu faria de tudo para tirar a felicidade deles. Matando os seus entes queridos, filhos, esposa, marido e amigos. Felicidade é para os fracos, eu já ouvi esta frase em algum lugar, mas não consigo me lembrar de onde.

A mulher estava praticamente gritando enquanto o seu – se eu não me engano marido –

– estava lambendo sua buceta. Ela não tinha me visto, a luxúria e o prazer predominando em todo o seu corpo. Já o homem, estava com os olhos abertos, vendo sua esposa se contorcendo de prazer. Seus olhos se desviaram da mulher e se fixaram em mim. Ele franziu a testa e se endireitou.

— Perdeu algo aqui? — Ele perguntou irritado por eu acabar com o momento íntimo entre ele e a mulher.

Péssima coisa para se dizer para uma pessoa como eu. Eu dei o meu sorriso torcido e me aproximei, subindo na plataforma do túnel. — Que pena que a transa acabou, agora é hora do meu show. — Eu peguei minha karambit favorita, o cabo e a lâmina preta, uma das melhores da minha coleção.

A lâmina se refletiu com as luzes mal iluminadas que o túnel proporcionava. A mulher rapidamente subiu sua calcinha até esconder sua nudez e abaixou a saia que estava em seu estômago, seus dedos tremiam violentamente enquanto ela se cobria. Eu percebi a ela dar um passo para trás. O homem me encarava com desafio, subestimando minhas habilidades com a faca. Eu deixei o sorriso cair e lhe lancei um olhar ameaçador, ele entendeu o recado ao pegar a mão de sua esposa e começar a dar largos passos para trás, seus olhos não desviaram de mim ou da faca.

Eu inclinei a cabeça. — Mas já estão fugindo. — Eu disse com uma risada sarcástica. — A festa ainda nem começou.

Eu me lancei primeiro no homem, ele lutaria, diferente da mulher que se submeteria a minha força e temeria pelo medo do inevitável, do que eu poderia fazer com a faca. Mas eu estava enganado, o homem largou a mão da mulher e saiu correndo pelo corredor que havia na esquerda. Covarde. Ele podia esperar, eu acabaria com a mulher primeiro.

Diferente do homem, ela ficou paralisada no lugar, me olhando nos fundos dos meus olhos, como se isso me fizesse sentir misericórdia e poupar a sua vida. Eu me avancei sobre ela com um sorriso torcido, puxei seu cabelo para trás deixando seu pescoço a mostra e enfiei minha faca no meio de sua garganta. Ela sufocou com o próprio sangue que esguichava em minhas mãos e camisa.

Que bom que eu só usava camisas pretas, isso ajuda para ninguém perceber que ela estava manchada ou encharcada de sangue. Eu mudei o ângulo da minha faca e a arrastei até o outro lado de sua garganta, em seguida, fazendo o mesmo do lado oposto, esculpindo um sorriso.

A mulher caiu dura no chão, sua garganta ainda escorrendo o seu sangue. Morta. Agora era a vez daquele homem.

Eu não demorei muito para encontrá-lo tentando subir do esgoto que dava acesso ao subúrbio da cidade. Aproximei-me e puxei sua camisa para ele descer novamente, caindo com um baque audível quando suas costas colidiram contra o chão, ele soltou um gemido de dor. Enfiei minha faca em suas costelas e ele gritou de dor. Eu ainda tenho que conversar com ele para dizer o quanto ele é um covarde.

Agachei-me até que meu rosto pairou na frente do dele e com o sorriso torcido nos lábios. — Você é um covarde, sabia? — Eu disse olhando em seus olhos apavorados. Eu queria que ele confirmasse que ele era um covarde. Virei o ângulo da minha faca em sua costela. — Sabia?

Ele balançou a cabeça freneticamente. — Sim, eu sou um covarde! — Ele admitiu. — Por favor, não me mate. Por favor, eu faço tudo o que você quiser. Só por favor, não me mate. — Ele disse rapidamente, ofegando com a dor nas costelas.

Ele fez igual a sua namorada, me olhou nos olhos e implorou. Eu não sei de onde as pessoas ouviram falar que se você olhar nos olhos do assassino ele ficará com pena e lhe poupará. Isso era uma mentira do caralho, pelo menos para mim.

— A única coisa que eu quero agora, é que você morra. — Eu disse com diversão, um sorriso assassino sempre em meus lábios para assustar as vítimas.

Eu tirei minha faca de suas costelas e a trouxe até o seu coração, perfurando a pele lentamente. Ele soltou um grito ensurdecedor. A cidade em cima de nós, estava menos movimentada por já ser três horas da madrugada, alguém poderia ouvir o homem gritar e chamaria a polícia, mas isso me daria muito tempo para sair daqui.

O homem parou de gritar. Morto. Eu me levantei e peguei um lenço de papel da minha blusa e limpei a lâmina e minhas mãos que tinham sangue do homem e da mulher misturados, depois deixei cair ao lado do corpo do homem.

Arrastei o corpo do homem até onde estava o corpo da mulher, e o joguei em cima.

Saí tranquilamente até a direção da estação de trem. Estava praticamente vazio, exceto por um casal de idosos que me olharam com curiosidade por eu sair das linhas de trem. Eu não dei atenção a eles e fui comprar uma passagem para Manhattan.

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