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Minha Certidão de Casamento: A Queda Pública Dele
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Minha Certidão de Casamento: A Queda Pública Dele

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Em Minha Certidão de Casamento: A Queda Pública Dele, Gabriela busca vingança contra o bilionário Caio Bittencourt. Após ser traída e humilhada, ela expõe a verdade para destruir sua reputação. Leia este romance e explore uma das melhores billionaire romance books disponíveis no webnovel.

Capítulo 1 de Minha Certidão de Casamento: A Queda Pública Dele

Durante cinco anos, fui a esposa secreta do bilionário Caio Bittencourt, escondida nas sombras porque ele jurou que era a única maneira de me proteger de sua família implacável.

Mas quando seus seguranças me arrastaram para fora de seu baile de gala pelos cabelos, quebrando minhas costelas enquanto a multidão zombava da "stalker delirante", Caio não me salvou.

Ele permaneceu na sacada, fumando um cigarro, e me assistiu sangrar com olhos frios e mortos.

Achei que tinha chegado ao fundo do poço naquela cela de cadeia, até encontrar os documentos no cofre dele.

Um acordo pré-nupcial com uma socialite chamada Celina.

E um fundo fiduciário para os futuros filhos deles.

Quando o confrontei, ele não implorou por perdão.

Ele riu.

"Tudo o que você tem, as roupas no seu corpo, o teto sobre sua cabeça, é tudo por minha causa. Minha caridade."

Ele pensou que tinha me quebrado.

Ele pensou que eu era apenas um peão descartável em sua ascensão ao poder.

Mas ele esqueceu que eu ainda possuía a única coisa que poderia destruí-lo: nossa certidão de casamento original.

No dia do grande anúncio de seu noivado, eu não me escondi.

Subi ao palco, peguei o microfone e me apresentei ao mundo.

"Eu sou Gabriela Viana, e sou a esposa de Caio Bittencourt."

Capítulo 1

Ponto de Vista: Gabriela

O mundo girava ao meu redor, um caleidoscópio vertiginoso de luzes piscando e rostos boquiabertos. Meus braços foram torcidos para trás, uma dor lancinante explodindo onde os dedos grossos do segurança se enterravam na minha carne. Num momento, eu estava na periferia do baile anual dos Bittencourt, tentando capturar o olhar de Caio; no seguinte, estava sendo arrastada em direção às imponentes portas duplas, meus pés mal tocando o chão.

— Me soltem! — gritei, minha voz saindo fina e fraca contra o rugido da multidão. Era um protesto inútil. O aperto deles aumentou, impessoal e brutal.

Meu corpo foi jogado contra uma coluna de mármore, o impacto roubando meu fôlego. Um suspiro agudo escapou dos meus lábios, mas se perdeu no murmúrio crescente dos espectadores horrorizados — ou entretidos. Minha cabeça latejava, uma dor surda se espalhando das têmporas até a base do crânio. Senti um pavor gelado rastejar pelas minhas veias, mais frio do que a noite de inverno paulistano que entrava pelas portas abertas.

— Invasão de propriedade. Violação de medida protetiva — uma voz monótona entoou, cortante e sem emoção. Era o chefe da segurança dos Bittencourt, um homem cujo rosto eu conhecia melhor que o meu. Ele me olhou com olhos frios e mortos, como se eu fosse um lixo a ser descartado. Como ele podia não me conhecer? Como podia não se lembrar de todas as vezes que me deixou entrar, sem perguntas, quando Caio e eu roubávamos momentos juntos?

As palavras me atingiram com mais força do que o impacto contra a coluna. Uma medida protetiva. Contra mim. A esposa de Caio. A ironia tinha um gosto amargo na minha boca, metálico e ácido. Eu estava sendo presa, publicamente humilhada, por tentar ver meu marido. Meu marido secreto.

— Ela é doente — alguém sussurrou, perto o suficiente para eu ouvir. — Delirante.

— A Stalker dos Bittencourt — outra voz sibilou, seguida pela risada cruel e aguda de uma mulher. Não eram mais apenas sussurros. As palavras cascateavam ao meu redor, uma torrente de julgamento e desprezo. "Olha para ela, tentando arruinar a noite dele." "Nojenta. Tem gente que não tem vergonha na cara." "Ela provavelmente acha que é esposa dele, que patético."

Minha visão turvou, lágrimas ardendo nos meus olhos, ameaçando transbordar. Cada palavra era um golpe no escudo frágil que construí ao redor do meu coração nos últimos cinco anos. Cinco anos vivendo nas sombras, sendo marcada como uma perseguidora louca, tudo por Caio. Por nós.

Lutei contra os guardas, uma luta desesperada e animalesca. Não porque achasse que poderia escapar, mas porque a alternativa era simplesmente deixá-los me arrastar, confirmando cada palavra odiosa que a multidão cuspia. Meu vestido de grife, um presente de Caio, rasgou nas costuras. Meu cabelo, penteado com tanto cuidado, agora era uma bagunça selvagem e emaranhada.

De repente, meus olhos o encontraram. Caio. Ele estava em uma sacada com vista para o salão de baile, um cigarro brilhando fracamente entre os dedos, a fumaça se enrolando na luz fraca. Seu maxilar estava tenso, o olhar fixo em nada em particular, certamente não em mim. Seu rosto era uma máscara de indiferença calculada. Seus olhos, geralmente tão vibrantes e cheios de um charme perigoso, estavam frios, distantes, como dois pedaços de gelo. Ele me assistia, sua esposa, sendo arrastada em praça pública, e não fazia nada. Absolutamente nada.

Ele deu uma tragada lenta no cigarro, depois sacudiu o pulso casualmente. Sua assistente, uma jovem com uma expressão perpetuamente ansiosa, apareceu ao seu lado. Vi os lábios dele se moverem. Ele nem olhou na minha direção. Apenas uma instrução baixa e murmurada, depois outra tragada indiferente. Meu coração, já machucado e surrado, se estilhaçou em um milhão de pedaços. Ele não pagaria minha fiança. Ele nem reconheceria minha existência. Ele apenas diria a alguém para "lidar com isso".

Os seguranças finalmente me jogaram pelas portas para o frio cortante. O flash das câmeras dos paparazzi era cegante, os gritos dos repórteres um barulho insuportável. Meu nome, Gabriela Viana, era gritado, distorcido em algo feio e desprezível. O ar frio mordia minha pele exposta, mas o calafrio que se instalou fundo nos meus ossos vinha do olhar de Caio, ou melhor, da falta dele.

Depois do que pareceu uma eternidade, mas provavelmente foram apenas minutos, fui empurrada para o banco de trás de uma viatura policial. As portas bateram, abafando o caos lá fora, mas não o silêncio ensurdecedor dentro da minha própria cabeça. Meus pulsos estavam algemados, o metal apertando minha pele. Frio, implacável.

Olhei pela janela, vendo as luzes brilhantes da cidade recuarem, cada uma um lembrete doloroso da vida da qual eu deveria fazer parte, a vida que Caio e eu deveríamos construir. Mas era tudo mentira, não era? Uma fachada cuidadosamente construída, atrás da qual eu era apenas um fantasma, uma assombração a ser apagada.

A delegacia era estéril, impessoal. As luzes fluorescentes zumbiam, lançando um brilho amarelo doentio no chão de linóleo lascado. Minha cabeça ainda latejava, uma batida de dor ecoando o vazio no meu peito. Tiraram minhas impressões digitais, minha foto de fichamento. A policial atrás da mesa parecia gostar um pouco demais do seu trabalho, um sorriso de escárnio brincando nos lábios enquanto lia as acusações. Invasão, perturbação da paz, violação de medida protetiva. Cada palavra uma nova ferida.

— Posso fazer uma ligação? — perguntei, minha voz mal passando de um sussurro. Minha garganta estava em carne viva, meus olhos ardiam.

A policial ergueu uma sobrancelha, um sinal claro de descrença. — Para quem você ligaria? — ela zombou, o tom pingando desdém. — Seu "marido"? — Ela fez aspas no ar com os dedos, o sorriso aumentando. Os outros policiais na sala riram.

Recuei, mas rapidamente me recompus. — Caio Bittencourt — disse, minha voz ganhando um tom desesperado. — Ele vai esclarecer isso. Ele vai explicar.

A policial caiu na gargalhada, um som áspero e irritante. — Querida, Caio Bittencourt está atualmente em um baile de gala com a noiva dele, Celina Menezes. Ele não está exatamente esperando ao lado do telefone por você.

As palavras me atingiram como um soco físico. Celina Menezes. Sempre Celina. Meu estômago revirou. — Noiva? — repeti, a palavra com gosto de cinzas. — Mas... nós somos casados. Eu sou a esposa dele.

Ela revirou os olhos. — Certo, e eu sou a Rainha da Inglaterra. Olha, moça, já tivemos o suficiente dos seus delírios por uma noite. Ele tem uma medida protetiva contra você. Você vai passar a noite na cela, e depois pode descobrir como explicar isso ao juiz.

Minha mente girava, um turbilhão de promessas passadas e traições presentes. Cinco anos. Cinco anos desse segredo. Cinco anos sendo a esposa oculta de Caio, a mulher que ele jurou amar, a mulher que ele jurou estar protegendo de sua família implacável. Cinco anos ouvindo que era tudo temporário, até que ele ganhasse controle total, até que pudéssemos ficar juntos, abertamente.

Ele me prometeu, no dia do nosso casamento, uma cerimônia privada em uma pequena capela, que esse segredo era para nossa segurança. O pai dele, Bernardo Bittencourt, o patriarca do império, era um homem que via o casamento como uma fusão de negócios. Qualquer um que ameaçasse o legado da família seria eliminado. Caio me fez acreditar que essa humilhação pública, essa narrativa de "stalker", era um escudo. Uma maneira de me fazer parecer insignificante, inofensiva, para que o pai dele não me visse como uma ameaça.

— É só por um tempinho, Gabi — ele sussurrava, a mão traçando a curva do meu maxilar, os olhos cheios do que eu pensava ser amor genuíno. — Só até eu solidificar minha posição. Então, contaremos ao mundo. O nosso mundo.

Eu acreditei nele. Eu, a órfã que cresceu no sistema de adoção, que finalmente tinha encontrado alguém que via além do meu passado, alguém que me prometia um futuro. Suportei o bullying online, os sussurros, os comentários maldosos, as remoções físicas por suas equipes de segurança. Cada vez, eu dizia a mim mesma que era por amor. Por nós.

Mas Celina Menezes. A socialite, queridinha da mídia, herdeira. Ela estava sempre lá, publicamente ao lado dele, alimentando a narrativa de "stalker" com seus olhares cúmplices e declarações cuidadosamente formuladas. Eu sabia que ela sabia sobre mim. Ela gostava do jogo de poder, do jogo distorcido. Ela queria ser a Sra. Bittencourt, e não se importava com quem tivesse que esmagar para chegar lá.

Agora, uma noiva? Isso não era proteção. Isso era substituição. Isso era Caio construindo uma vida sem mim, uma vida que ele jurou ser nossa. Todos aqueles anos, todos aqueles sacrifícios, toda a dor que engoli, foram por nada. Ele não estava me protegendo. Ele estava abusando de mim. E eu estava finalmente, verdadeiramente, quebrando.

O banco duro e frio da cela parecia um túmulo. O ar estava denso com o cheiro de desinfetante e desespero. Encolhi-me em uma bola, meu corpo doendo, meu coração um espaço oco no peito. A imagem de Caio, frio e distante na sacada, tragando seu cigarro, repetia na minha mente. Ele nem sequer olhou. Nem uma vez.

Acabou. Tudo acabou.

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