MEU PROFESSOR +18

Eu e Barbie não fomos as únicas, Gustave e os amigos dele também tiveram que correr atrás do Luan na hora do intervalo; mas claro que eles fariam isso por último.

Assim que o sinal tocou eu me levantei primeiro que todo mundo e puxei Barbie comigo, ela reclamava sem parar mas veio junto, logo que chegamos Barbie tratou de se sentar no banquinho, eu fui sozinha até a sala dos professores de novo e bati na porta. Uma professora mais rígida e atendeu dessa vez, ela me olhou feio e se virou: Luan seus alunos.

Luan apareceu logo em seguida, eu evitei olhar pra ele durante a aula inteira mas foi impossível agora. Ele estava de terno (é obrigatório os professores usarem essas roupas na minha escola); mas o terno caia muito bem nele, não parecia um professor desarrumado e suado; ele parecia que tinha acabado de sair do banho, seu jeito durão dificultava tudo.

Luan: Só veio você?

Eu dei um passo pra trás e ele viu a Barbie sentada no banquinho, ela estava como se fosse a rainha e como se o professor que devesse algo a ela. Ela acenou e deu um sorriso.

Seria o sorriso típico de menina malvada.. Se eu não a conhecesse. Ela simplesmente não parava nem por um segundo de falar no Luan, dava pra escutar os sussurros dela com as outras meninas e esse sorriso malvado ela só da pra aqueles que esta afim. Eu voltei a olhar para o Luan e ele estava olhando curioso pra ela, sem pensar em entrei na frente do seu olhar e cruzei os braços.

Luan pareceu confuso mas logo começou a falar: eu esperava que o resto de vocês tivessem aparecido mas o caso é que eu vou fazer uma competição com os piores da turma, no caso vocês, eu não sabia mas vocês tem um teatro aqui e..

Barbie: ah não, tudo menos isso. Isso é coisa de velho, professor.

Luan olhou pra ela com desdém e voltou a falar: quase não tem peças aqui e como o trabalho de vocês era sobre atração.. Eu quero que vocês montem uma peça ligada a física. Eu conversei com a professora de teatro e ela adorou a ideia.

Liz: por mim, tudo bem.

Luan, com um sorriso: Você fará o papel principal.

Eu pirei. Eu odeio com todas as forças ser o centro das atenções; eu realmente odeio. Eu não posso ficar em frente ao colégio inteiro sem gaguejar ou surtar, eu vou surtar, tenho certeza.

Liz: Não, eu posso ajudar a escrever a peça.

Luan: mas vocês vão fazer isso juntos. A professora Gil já tem uma base da história mas quero que vocês façam algumas modificações e claro, isso toda terça e quinta após o horário escolar de vocês terminar aqui na escola. Não quero problemas com alguns de vocês indo a casa dos outros.

Barbie se levantou e falamos juntas: Não posso!

Eu olhei pra ela e ela pra mim, levantou a sobrancelha e começou a falar com aquela voz de garota sebosa: eu trabalho.

Liz: você trabalha!?

Ela olhou confusa como se não entendesse e respondeu: como modelo.

Pra não revirar os olhos eu voltei minha atenção para o Luan e falei: eu trabalho também.

Ele deu de ombros e como se fosse a coisa mais normal disse: vocês podem treinar sábado aqui na escola ou na minha casa, isso é, se houver mais um pode ser na minha casa.

Barbie: mais um?

Luan: não quero gerar problemas entre professor e alunas.o grupo ficou decidido: eu, Julia, Gustave e os amigos dele. Claro que todos reclamaram em perder o sábado de manhã; claro que eles inventaram também que faziam outras coisas durante a semana.

No final da aula de educação física eu corri pro banheiro, tomei um banho e quando estava me vestindo eu escutei alguém bater a portar com força; eu me enrolei na toalha rápido. E fui até a porta. Luan estava parado de braços cruzados, ele estava sério. Eu estremeci.

Luan: pode tomar um banho na minha casa, se quiser.

Eu dei um passo pra trás e ele pareceu surpreso.

Luan: eu não vou te obrigar.

Liz: o que você está fazendo aqui?

Luan se aproximou e me colocou na parede: eu quero terminar o que a gente começou no carro..

Eu me abaixei um pouco e sai de perto da parede e dele.

Liz: você precisa ir..

Ele mexeu a cabeça e saiu decepcionado; eu me arrumei correndo e fui direto pro trabalho, fui por um caminho diferente, andei mais pra pegar um ônibus diferente, não queria mais surpresas e nem caronas. Eu cheguei um pouco atrasada e Coralina ficou me olhando com aquela sugestiva.

Liz: não..

Eu fui direto pra sala dos funcionários deixar as minhas coisas e ela veio atrás, cumprimentei o Rodrigo no caminho e ele olhou pra Coralina confuso e veio atrás.

Rodrigo: professor?

Coralina: aconteceu alguma coisa, olha a cara dela.

Eu parei e olhei os dois, Rodrigo estava segurando um livro e Coralina estava com os braços abertos e um ponto de interrogação no rosto.

Coralina: não me diz que você deu um fora naquele professor. Você não ia precisar fazer provas! E de quebra ele é gostoso.

Rodrigo: É..

Liz: ele me deu zero! Ele vai fazer eu ir na casa dele sábado de manhã..

Coralina: isso é desculpa pra te ver no sábado.. pera aí

Liz: sim, eu ia te pedir pra segurar um pouco as coisas por aqui até eu chegar.. Ele não só me chamou, ele chamou as pessoas que odeio.

Rodrigo: mesmo assim, ele vai dar uma escapadinhas..

Rodrigo voltou pra loja e Coralina ficou pulando de um pé pra outro me fazendo perguntas e só parou porque o Rodrigo voltou a aparecer.

Rodrigo: seu prof..amigo está aqui, Liz.

Eu abri a boca mas ele já tinha voltado pra loja, coloquei minha bolsa dentro do armário e já estava saindo quando Coralina me puxou firme pelo braço e me analisou, ajeitou o meu cabelo um pouco e falou: ele ta muito afim de você.

Eu olhei pela brecha da porta e vi que ele estava parado bem no caixa, estava apoiado pelos cotovelos no balcão e olhava pra baixo; estava ainda de terno. Eu voltei pra sala e Coralina me empurrou sala a fora, Luan me olhou e eu fiz sinal para ele me seguir para o fundo da loja; não queria correr o risco de algum aluno ver a gente. CORRER O RISCO, meu deus o que ta acontecendo!?

Ele me seguiu sem falar nada, o barulho dos seus passos atrás de mim me fez pensar no quanto ele é pesado e forte e nos músculos contraídos embaixo daquele terno, eu tropecei e ele me segurou pela cintura. Ele apertou a minha cintura e aproximou sua boca do meu pescoço. Sua respiração fazia cócegas no meu pescoço e me arrepiava, eu esqueci como era sustentar o meu corpo mas isso não foi problema, ele me mantia de pé.

Eu escutei o barulho do sino, sempre que alguém entra na loja, me afastei um pouco dele e o encarei. Ele riu e colocou a mão na cabeça mas seu sorriso desapareceu quando ele reconheceu a voz. Barbie.

Luan: vá sábado, de uniforme.

Liz: o que? você veio aqui pra isso!? Pensei que se desculparia!

Luan: Me desculpar por?

Eu fiquei muda, a voz da Barbie ficava mais próxima e a do Rodrigo também.

Eu me aproximei um pouco mais do Luan e sussurrei: você me viu nua e tentou me beijar e veio no meu trabalho me provocar ainda mais, você é o meu professor aja como tal.

Luan me puxou pelo braço para ainda mais perto e me olhou nos olhos: eu não vou me desculpar por algo que sei que você está amando.

Eu abri a boca mas ele me calou com um beijo rápido e se afastou rindo, foi em direção ao corredor de filosofia. No mesmo segundo Barbie apareceu e sorriu. Ela sorriu e acenou pra mim alegremente e deu dois beijinhos no Rodrigo.

Barbie: acho que já consegui me achar, obrigada!

Rodrigo ficou olhando sem entender nada mas se afastou, Barbie veio correndo em minha direção e numa simpatia cheirando a falsidade perguntou sobre o professor e eu fiquei branca.

Liz: que!?

Barbie: eu vi ele entrar aqui, preciso falar com ele.

Liz: falar com ele?

Barbie: sim, vou fazer ele aumentar a minha nota.

Liz: como?

Barbie: não seja boba, velma. cadê ele?

Eu cruzei os braços e pela primeira vê, não me irritei por ela me chamar de velma e sim por estar de olho no Luan.

Liz: procura!

Sai de perto e ela riu.

Barbie: não, não acredito que você quer liberar sua grutinha pro professor gato. Liz, caras como ele não querem você. você não é o tipo deles.

Eu quase ri mas dei de ombros: então, você é?

Ela abriu os braços e deu uma voltinha e sorriu: claro.

Liz: boa sorte.

Barbie: eu não preciso de sorte, velma.

Ela sorriu e sumiu entre os corredores.

Eu fui pro caixa e fiquei apoiada no balcão, tentando achar a cabeça do Luan ou da Barbie. A Coralina apareceu rindo e me deu um tapinha no ombro.

Coralina: ninguém mandou ficar nessa de joguinho.

Liz: eu não tô de joguinho, cara.

Rodrigo estava um pouco distante e riu. Eu abri a boca pra falar mas Luan apareceu, ele passou direto; me lançou um olhar sério e saiu. Alguns minutos depois Barbie apareceu, ela passava a mão na boca e sorriu quando viu que eu estava encarando ela.

Barbie: não tem como beijar sem borrar, né amiga.

Ela piscou e saiu rebolando com aquela bunda magrela porta a fora. Eu fiquei olhando e Rodrigo riu ainda mais.

Liz: que?

Rodrigo: nada.

Coralina deu mais um tapinha nas minhas costas e se afastou.

Coralina: vai ver ele sábado, não é.

Liz: sou obrigada.

× Liz

A semana passou voando ou quase isso; apenas quando Luan aparecia de relance pelo colégio o tempo parecia parar e as vezes eu era obrigada a escutar Barbie falando dele. Ela adorava me perturbar, desde a livraria passou a grudar em mim todo intervalo. Rumores começaram a rolar no colégio que um professor estava pegando uma aluna mas ninguém sabia quem; provavelmente Barbie criou a própria fama. Ela e Gustave tinham se separado de vez e as indiretas na hora da aula estavam ficando insuportáveis. Eu não via a hora de me livrar mas parece que ficar perto de Barbie era o mesmo que ter um imã de problemas pois Gustave passou a me chamar de Velma ainda mais e ainda mais me perseguir pelo colégio.

Sexta costumava ser um dia bom até Luan aparecer e me fazer ver mais Gustave e Barbie do que o necessário.

Desde o episódio do banheiro eu parei de tomar banho no colégio, achei melhor evitar e isso me fez poupar ainda mais tempo, eu chegava no trabalho ainda mais cedo e Coralina me adorava por isso. Quando eu estava saindo do trabalho e estava esperando o ônibus, após um dia frustante e calorento, eu me peguei pensando que eu iria conhecer o covil do Luan; talvez uma casa cheia de livros. Livros eróticos. Como ele esconderia isso da Barbie que é uma tremenda fofoqueira. Mas Luan parece ser extremamente organizado e cuidadoso... o ônibus apareceu na esquina me fazendo acordar e eu fiz sinal, ele parou e eu subi. A viagem foi tranquila, chegar em casa é aliviante mas acontece que eu não consegui pregar os olhos em nenhum momento e resolvi ligar para a Cris. Ela veio de moto, uma moto de segunda mão e barulhenta, chegou na minha casa de pijamas e subiu sem precisar chamar. Ela tem a chave. Se jogou na minha cama e colocou uma música no celular, bem baixinho para não acordar os meus pais. Eu a atualizei de tudo, quase tudo, que aconteceu. Apenas omiti a parte que ele foi atrás de mim no banheiro.

Cris: essa garota é mais piranha que eu...

Liz: Cris!!

Cris mordeu os labios e deu de ombros: ela ta te desafiando, se você quiser vai a luta mas se o Luan é um tanto faz como você faz parecer, deixe assim.

Liz: ela foi no meu trabalho beijar o Luan.

Cris: o Luan? Você não falava dele como professor Luan? -, Cris deu um sorrisinho e fechou os olhos apoiando a cabeça no mesmo travesseiro que eu: - Eu acho que você deveria arriscar. Ele parece gostoso. E você é bastante bonita, só não sabe administrar isso..

Eu já estava pronta pra reclamar quando notei que ela adormeceu, decidi que também era a minha hora e tentei dormir, mas o sono não apareceu. Eu no máximo dormi duas horas e mesmo assim tive um sonho bastante esquisito com Luan e Barbie, no sonho, eles casavam e eu era a madrinha.

Quando eu estava saindo do banheiro Cris acordou, ela riu ao me ver vestir o uniforme.

Cris: me diga que você só está provando, por favor..

Liz: eu vou assim.

Cris: a menos que você vá realizar um fetiche, você não vai assim.. Não é?

Eu parei no meio do quarto com as mãos na cintura e a toalha na cabeça. Cris se levantou e foi em direção ao meu guarda roupa: cadê aquele short que eu te dei?

Liz: aparece o meu bumbum.

Ela me olhou de cima a baixo e voltou a mexer no meu armário, pegou uma calça jeans que eu nunca usei por marcar demais o meu corpo e um cropped listrada preta e branca e jogou em mim.

Liz: não vou assim..

Meia hora depois eu estava com aquela roupa, a calça de cintura alta que me dava muita bunda e me deixava com curvas. O cropped listrado fazia parecer que meu peito era ainda maior. Cris ajeitou o meu cabelo e passou uma maquiagem suave.

Liz: você está exagerando.

Cris: claro que não, você vai pra guer

Cris: claro que não, você vai pra guerra... com Barbie.

Ela subiu na moto e me levou, ainda de pijamas, até o endereço que o Luan nos deu. Chegando lá dei de cara do o Gustave. Ele olhou feio pra Cris, relembrando daquele dia no shopping, e ela acenou pra ele gentilmente. Barbie estava com ele e riu: você precisa consertar essa moto, vai acordar a todos.

Eu desci da moto e dei um abraço em Cris e ela dei uma piscadinha pra mim.

Cris: com certeza esse barulho dela é melhor do que você gemendo.

Cris saiu com tudo me deixando na rabuda, com uma Barbie me olhando furiosa e o Gustave rindo.

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