MEU AMOR , MINHA VIDA

Uma semana se passou, depois do episodio do beijo, Marcos e eu fomos até a cantina o Paulo Augusto estava sentado na mesa dos fundos tomando um café.

Sentamos-nos mais próxima à janela e fiquei observando-o por alguns minutos. Ele é muito bonito, admiti a mim mesma, mesmo não gostando da ideia.

Eu pensei sem arrependimento, queria tocar em todas as partes de seu corpo. Sai da minha fantasia ridícula quando a campainha do inicio das aulas tocou, era a hora de estudar e não sonhar besteiras. Olhei para ele de novo enquanto tomava seu ultimo gole de café. Não consegui desviar o olhar, mesmo quando ele encontrou o meu olhar. É óbvio, evitei encara-lo olhando para Marcos em vez disso.

- Você está gostando dele, maninha.

Sussurrou para mim.

- Deus me livre, só se eu estiver louca.

Foi tudo que respondi pra o Marcos.

Paulo Augusto também se levantou e chegou mais perto falando no meu ouvido.

- Você ainda será minha.

E logo depois se afastou.

Eu continuei andando normalmente, esse cara me faz sentir estranha, ele é muito experiente, é muito rico, isso nunca daria certo.

Marcos e eu paramos em frente a uma biblioteca enquanto esperávamos o resto da equipe se juntar a nós.

Depois de duas horas de pesquisas terminamos nossos estudos.

- Vamos pegar um café na cantina Sabrina e depois vamos pra casa.

Olhei para ele desconfiada.

- Você sabe que eu nunca tomo café depois de certo horário antes de dormir, mais vou esperar na fila com você enquanto toma o seu.

Acho que vou deixar pra tomar café depois?

Ele disse.

Segui seu olhar e o Paulo Augusto estava esperando no balcão do café.

Ele deu um sorriso e acenou para Marcos.

Olhei para Marcos com desconfiança mais uma vez.

- Marcos o que você está aprontando?

Falei irritada.

Ele franziu os lábios.

- O que tem de mal? Eu não posso ser educado.?

Perguntou com a maior inocência.

- Aquele sorriso que você deu para ele, francamente eram de cúmplices. O que você fez? Deu meu número?

Perguntei.

- Eu não faria isso.

Fiquei aliviada.

Seguimos para o estacionamento, todos estavam animados conversando e fazendo planos para beber amanhã à noite no bar da esquina da faculdade. Era um grupo novo eu não queria ser á desmancha prazer quando todos estavam animados.

- Você está quieta, maninha.

Falou no meu ouvido.

- Você vai com a gente ao bar, não vai?

Falou quase implorando, achando que eu não iria.

- Vou. Mais você tem que me jurar que não vai me aprontar pra mim.

Acordei com o som do meu despertador, mais desanimada que o habitual. Tentei dormir um pouco, mais o Marcos me chamou para irmos malhar.

Malhamos por uma hora na academia, quando terminamos, fomos almoçar.

- O que vai usar hoje á noite?

Marcos perguntou

- Não sei, o tempo está bom e quente, eu acho que vou de mine-saia e uma blusa. Não estou com vontade de me arrumar.

Nós voltamos para casa fui tomar uma ducha e me arrumar, escolhi uma mine-saia preta e uma blusa preta com detalhes com branco e uma sandália de salto baixo, deixei os cabelos soltos. Passei apenas um rímel e um batom nude. Fui para casa de Marcos fiquei esperando pacientemente ele escolher uma roupa. Ele experimentou de tudo, por fim escolheu uma camisa polo branca e uma bermuda jeans e colocou sapatênis. Ele gosta de se vestir estilo mauricinho.

Chegamos ao bar cedo, mais já estava lotado Conseguimos um lugar para sentar, logo o garçom chegou para pegar nossos pedidos.

- O que vocês vão querer?

- Uma cerveja por favor.

- Eu também vou de cerveja e aproveita traz alguns petiscos.

Ficamos curtindo algumas músicas, não demorou muito o garçom chegou com nossa bebida. Estava muito bom a ponto de me fazer pensar que não seria possível eu ficar bêbada. Ele também trouxe variadas bebidas para nós. Ele me deu um licor que nunca tinha ouvido falar, senti o cheiro, era forte.

- Então maninha o que achas do Paulo Augusto?

Eu balancei a cabeça e ele riu.

- Sim, Paulo Augusto é bonito demais para ser real. Ele me dá medo.

Marcos parou de rir quando falei isso.

- Por quê?

Perguntou sério.

- Não é bem isso, ele é diferente, nunca senti isso. Tudo que sei é tenho que ficar bem longe dele.

Os olhos de Marcos se arregalaram quando olhou atrás de mim.

Eu virei á cabeça e olhei para cima, para aqueles olhos azuis.

- Olá, Paulo Augusto.

Eu disse com calma e levemente bêbada.

- Você é um traidor maninho.

- Não tenho culpa ele me perguntou se íamos sair hoje à noite. Eu só falei aonde íamos.

Paulo Augusto estava perto de mim o suficiente para mostrar que estamos juntos.

Resolvi ficar em Fiquei de pé, mas senti uma vertigem tive que agarrar no balcão por um tempo para me equilibrar.

- Mais cuidado aí, maninha.

- Marcos ela bebe com frequência?

Paulo Augusto perguntou, falando com Marcos sobre mim na minha frente. Respondi.

- Bebo o tempo todo.

Disse em voz alta.

- Historia essa é a primeira vez que ela bebe desde que completou 16 anos. Isso foi á dois anos que não bebe mais.

- Eu preciso ir ao banheiro.

Falei em voz alta.

- Eu ajudo você a chegar lá, maninha.

Marcos se levantou para ajudar, Paulo Augusto acenou para ele.

- Pode deixar eu a leve até o banheiro, não se preocupe ela esta segura comigo.

Passou os braços na minha cintura e me levou sem esforço entre a multidão em direção ao banheiro.

- Por que você está aqui?

Perguntei diretamente.

- Bem, eu vim aqui por que você estaria aqui, e também eu estou louco pra transar com você que mal posso esperar. Mas hoje não vai acontecer, só vim para ter certeza que você voltará inteira pra sua casa.

- Por que não pode transar comigo agora?

Perguntei eu sabia que não era uma boa pergunta, pois dava entender que fiquei desapontada.

- Eu não vou tocar em você enquanto estiver neste estado. Eu nunca faço isso.

- Então você está desistindo?

Ele me surpreendeu com um beijo na minha testa.

- Não vou te comer hoje, mas ainda pretendo, e quando isso acontecer você vai gozar muito. Mais não essa noite.

Entrei no banheiro e Paulo Augusto ficou me esperando ao Lado da porta.

Estava lavando as mãos quando Marisa entrou animada.

- Quem é aquele homem lindo lá fora?

Ela perguntou quase sem respirar.

Sabia muito bem de quem ela estava falando.

- Aquele é o Paulo Augusto.

E saí antes que ela pudesse me fazer outras perguntas.

Paulo Augusto me pegou pela cintura me puxando para o encontro dele e falou no meu ouvido.

- Eu vou ser o primeiro homem que vai transar contigo, quero tirar a tua virgindade.

Um arrepio percorreu meu corpo com suas palavras.

Será que ele tinha percebido que eu era virgem, ou o Marcos lhe contou?

- Então você prefere as virgens?

Sussurrei a pergunta.

Ele levantou as sobrancelhas surpreso.

- Eu nunca tive com uma virgem. Mais eu não posso dizer que não gostei da ideia de ser o primeiro.

- Sabia que isso é uma tremenda responsabilidade.

Paulo Augusto segurou meu rosto e me deu um beijo de tirar o fôlego.

- Eu vou fazer com muita calma, você vai querer mais.

Me abraçou e fomos em direção ao bar.

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