Imperatriz

O suporte que estava amarrado nela se quebrou fazendo seu corpo inconsciente bater violentamente no chão desmaiado

Diferentemente de todos os outros membros de sua família que permaneceu pendurado sem vida durante uma hora.

Louise ainda estava viva, mas com grande lesão em volta do pescoço, os guardas levaram ela para uma área restrita para terminar de matá-la.

Quando alguém bateu fortemente na cabeça do guarda e ele caiu desmaiado no chão.

Louise levou várias horas para recuperar a consciência, ela estava fraca e muito dorida quando abriu os olhos para a alegria de sua dama de companhia que se apressou em se aproximar dela.

- Lady Louise, como se sente? – a dama de companhia perguntou preocupada olhando para ela com atenção.

Louise até tentou responder mais seu pescoço estava muito inchado foi por pouco que não quebrou como de sua família.

Louise não tinha sobrevivido por milagre como muitos achavam, seu pai tinha feito um acordo com um dos guardas, várias barras de ouro em troca da vida de um dos seus filhos.

Apesar de ser um acordo sem muita garantia o velho conde se arriscou com a esperança de salvar pelo menos um dos seus filhos, mas se não fosse pela intervenção da dama de companhia de Louise, o guarda teria quebrado sua parte do acordo.

Louise olhou para sua dama de companhia se perguntando se realmente tudo aconteceu ou foi apenas um pesadelo, mas quanto mais olhava para a sua dama de companhia mais certeza tinha, era tudo verdade,

Eles foram enforcados no meio da praça, mas a pergunta que surgiu era como ela ainda estava viva, será que mais alguém da sua família tinha sobrevivido?

- Minha família? - Louise perguntou forçosamente sem se importar com a dor que sentiu ao pronunciar cada uma daquelas palavras.

- Lamento, Lady Louise, lamento muitíssimo – a dama de companhia falou chorando fortemente e isso acabou com todas as esperanças dela.

Louise também se entregou ao choro amargamente ao sentir seu peito rachar de tanta dor.

Louise sentiu seu coração ser esmagada naquele momento cruelmente, ela só queria morrer junto com sua família.

Ela não conseguia suportar o vazio e a solidão que sentia.

- Senhoritas, senhoritas, rápido tem que sair daqui – o arcebispo falou apressadamente assim que entrou nos aposentos em que se encontrava Louise.

Louise e sua dama de companhia entraram em pânico naquele exato momento, elas não esperavam mais más notícias tão rápido.

- Já descobriram, como? – a dama de companhia perguntou arrumando tudo rapidamente.

- Eu não sei como, mas já estão aqui e não vão embora até encontra lady Louise – o arcebispo explicou com a mão tremulas.

A dama de companhia se apressou para também ajudar Louise a se arrumar rapidamente.

Louise ficou sem reação completamente em choque enquanto era coberta com um sobretudo preto às pressas.

Ela pegou na mão da sua senhora e lhe ajudou com muito cuidado.

Louise estava muito fraca e com muita dor em todo o corpo, a dama de companhia servindo de apoio para o Louise ela se dirigiu em frente ao arcebispo pronta para partir.

- Vão de pressa, ainda se lembras do caminho que te mostrei? – o arcebispo perguntou para a dama de companhia enquanto lhe acompanhava até a saída do aposento.

- Sim, me lembro – a dama de companhia contestou recebendo o candelabro das mãos do arcebispo tremula e uma sacola com provisões para a viagem.

- que o bom Deus esteja convosco – o arcebispo rogou solenemente como em seus sermão de domingo dando sua benção as duas.

- muito obrigada arcebispo – Louise respondeu beijando levemente as mãos do arcebispo antes de saírem completamente do cômodo com sua dama de companhia.

Elas caminharam pelos infinitos corredores até chegarem sem nenhuma dificuldade para o local designado.

Louise sentia sua dama de companhia com a respiração ofegante, podia ser de nervosismo ou até mesmo de cansaço por ter tanto peso sobre os seus ombros ou talvez de ambos motivos.

- entre minha senhora a dama de companhia pediu a Louise sussurrando assim que abriu a porta mas para a surpresa das duas já havia um guarda no quarto revirando tudo a sua volta.

Louise e sua dama de companhia congelaram ao olhar para o soldado a sua frente, a dama de companhia até pensou em fugir do quarto.

as o guarda lhe puxou pelos cabelos fortemente lhe arrastando com uma das mãos sem piedade, ele jogou ela no chão e começou a bate-la fortemente.

Louise estava fraca e ao ver a forma desalmada que ele começou a bater na sua dama de companhia, Louise não conseguiu ficar parada e pulou para as costas do guarda para ajudar a sua dama de companhia que estava coberta de sangue no rosto.

Louise não podia se arrepender mais ao ganhar a atenção do guarda, ele sacudiu ela para o chão e sem dizer uma única coisa Louise viu o desprezo e todo o ódio daquele homem contra si.

O guarda pegou sua espada e olhando fixamente nos olhos de Louise ergueu suas mãos para lhe decepar.

Louise cerrou os olhos negando ver o seu fim nos olhos frios daquele homem quando ouviu um barulho forte e brusco, com medo ela se negou a abrir os olhos por alguns segundos, mas foi vencida pela curiosidade.

Assim que abriu os olhos avistou sua dama de companhia com uma espada na mão completamente ensanguentada.

Louise viu o soldado parado de joelho a sua frente sangrando fortemente no peito, Louise ao ver o soldado caindo em sua direção se arrastou aterrorizada para longe dele, completamente em choque.

- Está morto - Louise falou em choque sem poder conter as lagrimas que lhe corriam pelo rosto assim que conseguiu abri a boca numa voz fina e fraca.

- Não temos mais tempo – a dama de companhia falou contendo o seu susto rapidamente, ela olhou brevemente para o guarda morto no chão e sentiu tonturas.

Ela nunca tinha matado alguém e desejava amargamente ser a última, sentimento de culpa sondaram sua mente, mas ela afastou todos os sentimentos que lhe impediam de agir, aquele não era o momento para pensamentos.

- Temos que ir – a dama de companhia falou apressadamente abrindo a passagem secreta por detrás da estante de livros sem hesitar.

A dama de companhia estava prestes a usar a passagem quando notou que Louise permanecia em pé imóvel olhando fixamente para o guarda no chão.

- Eu não posso - Louise falou chorando amargamente assim que olhou brevemente para sua dama de companhia.

- O que a minha senhora está dizendo? - a dama de companhia perguntou perplexa.

- Fuja, eu vou ficar – Louise falou firmemente aceitando seu destino sem forças para continuar a fugir, ela não podia mais fugir e ela não via mais motivos para fugir.

Ela olhava para o soldado morto e se perguntava mais quantas pessoas morreria por sua causa, ela não conseguiria viver com esse peso na consciência.

- O que a minha senhora está dizendo? temos que ir – a dama de companhia falou preocupada tentando apressá-la, mas Louise não se moveu.

- Eu não posso, será que você não vê? – Louise falou apontando para o guarda morto no chão

– se eu fugir eles vão matar todos, todas as pessoas que me ajudarem, o arcebispo, os membros da igreja, até mesmo você – Louise falou entrando em pânico a cada palavra que pronunciava.

- A minha senhora não pode se render, não depois de tudo – a dama de companhia falou mostrando compaixão por ela

E ao se aproximar de Louise a dama de companhia pegou na mão dela e olhando no fundo dos olhos dela com compaixão.

- Eu sei que não é fácil e que a Lady está com medo, mas seu pai Conde de Venezia fez um acordo com um dos guardas por sua vida – dama de companhia começou a explica apara Louise que olhou perplexa para sua dama de companhia sem poder acreditar

- O que? – Louise murmurou em choque.

- Sim, minha senhora, o senhor seu pai pagou uma grande quantidade de dinheiro por sua vida, ele deixou um recado para si – a dama de companhia pegou um pedaço de papel entre as suas roupas e entregou-a Louise.

Louise ao receber o papel suas mãos estremeceram de nervoso, ela desembrulhou cuidadosamente o pedaço de papel e ao abri-lo reconheceu a delicada grafia de seu pai, lagrimas caíram de seu rosto de tristeza.

- Vingança – Louise murmurou ao ler a mensagem de seu pai com muito mais dor no coracão era como se aquela mensagem fosse um punhal que lhe atravessou o coração.

Agora Louise sabia que não estava viva por caso, seu pai lhe tinha poupado a vida para que trouxesse justiça.

Louise não podia desistir, ela precisava lutar e sobreviver não por ela, mas pela memória de sua família então ao ouvirem passos em direção dos aposentos sem pensar duas vezes.

Louise pegou na mão da sua dama de companhia e juntas saíram dos aposentos pela passagem secreta.

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