Forçada a Casar com Chefe da Máfia Assassino

Ponto de Vista da Risa

Por sorte, era só meu irmão. Ele sempre se preocupa comigo. Fui dormir.

Acordei com o toque irritante do celular.

Olhei quem era: Clara, minha amiga.

Atendi animada: "Oi, amiga, tudo bem?"

"Garota. tô te ligando há meia hora!"

"Calma! Por que o estresse? E por que me chama tão cedo?"

"Cedo?? Sua preguiçosa, olha a hora direito."

Vi o relógio: 12h30. Droga.

"Desculpa. Tá, e aí, o que foi?"

"Burra, você bateu a cabeça?", ela perguntou.

"Não, amiga."

"Então que dia é hoje? Você esqueceu? (ela começou a chorar) A gente combinou de sair juntas!"

"Não se preocupa, chego em meia hora."

Desliguei antes que ela respondesse.

Sei que ela vai gritar como se fosse o fim do mundo. Ela me ligou mais cinco vezes - não atendi.

Fiquei pronta em 15 minutos.

O celular tocou de novo. Era meu secretário. Eu tinha esquecido uma reunião importante.

Como de costume, pedi que ele a acompanhasse em meu nome, alegando um "trabalho urgente". Quem quase sempre vai às reuniões é ele - ou, às vezes, eu mesma.

Saí do quarto e vi meu irmão mais velho, Robin, olhando para o telefone.

"O que foi, irmão?"

"Você sabe o que aconteceu nesse dia.", disse com uma expressão triste.

Que dia era mesmo? Será que tô com a cabeça cheia?, pensei.

De repente, lembrei.

"Sei sim. E o que seu humor tem a ver com isso?", perguntei.

"Você sabe que ainda não superei ela."

Que irmão mais sentimental.

"Não se preocupa, ela volta para você."

Ele não respondeu, continuou olhando para a tela.

Saí e fui até um apartamento. Entrei com minha chave reserva.

Clara estava encolhida no sofá, com cara de poucos amigos, segurando um pacote enorme de pipoca e assistindo TV.

Cheguei perto: "Ah, amiga querida, senti tanto sua falta!"

"Se sentia, por que não veio antes?"

"Na próxima, a gente se vê mais. Bora às compras agora?"

"Sim!!", ela exclamou.

Começamos a conversar sobre qualquer coisa. Fomos às compras, depois a um restaurante, ao teatro. e, finalmente, chegamos a um bar.

Fiquei animadíssima.

Mas não podia entrar - sou menor de idade. Com ajuda da minha secretária, consegui uma identidade falsa.

Já a Clara, com seus 19 anos, não precisava.

A gente estuda na mesma série. Fiquei feliz da vida.

Sou a mais nova a terminar a escola antes do tempo, mas prefiro não chamar atenção. Meu pai exige que eu me forme aos 20 anos.

Começamos a beber e dançar. Somos amigas desde criança.

Ela é a única amiga com quem meus pais me deixam passar a noite fora.

Depois de muita diversão, voltamos para o apartamento dela e dormimos na mesma cama.

Na manhã seguinte, acordei cedo: 6h.

Tentei acordar a Clara. Ela disse que não ia a lugar nenhum - estava com uma dor de cabeça daquelas.

Então, saí.

Enquanto pedalava, vi um gatinho machucado tentando sair da rua.

Parei a bicicleta perto de uma loja e fui até ele.

De perto, notei que ele se arrastava com dificuldade. Como era bem cedo, quase não tinha gente na rua.

Peguei o gatinho no colo e fiz carinho.

"Miauu!!", ele sibilou.

De repente, ouvi uma buzina estridente.

Virei para a rua.

Um carro vinha em minha direção - em velocidade descontrolada!

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