Capítulos
Ler agora
Compartilhar
Escolhendo o Meu Alfa
Escolhendo o Meu Alfa

Escolhendo o Meu Alfa

8.1
/ 10
Em Escolhendo o Meu Alfa, Lissandra esconde um poder ancestral para sobreviver à servidão. Nesta fantasy de ritmo ágil, ela foge de traições para proteger um segredo vital. Leia werewolf romance novels e descubra se ela alcançará a liberdade nesta envolvente adventure story.

Resumo de Escolhendo o Meu Alfa

Lissandra carrega o inverno como um legado perigoso e oculto. Submetida a quem a odeia, ela aguarda o momento ideal para derrotar seus rivais e conquistar a liberdade. Ao fugir, mergulha em um cenário de traições e segredos que podem transformar o continente. Desejada por muitos que buscam apenas seu poder, ela enfrenta uma disputa intensa por sua posse. Em meio a esse conflito de sobrevivência, apenas Lissandra possui a autoridade de definir quem será o seu verdadeiro alfa.
Ler Mais

Capítulo 1 de Escolhendo o Meu Alfa

— Mia, mais rápido sua lesma! Precisamos acender a lareira antes que escureça! — gritou a senhora Ilda à porta da casa ao perceber que eu me distraíra olhando o céu.

De porte médio, cabelos grisalhos e pele em tom médio, Ilda era a responsável pelo orfanato que me recebeu. Seus olhos castanhos eram sempre pesados quando me via, mas não tanto quanto suas mãos quando decidia me punir sem motivo. Ela sempre dizia que eu deveria ser grata por ter um lar para morar, por não ter que passar frio e fome nas ruas. Provavelmente essa era a desculpa que dava para si mesma para colocar todos os jovens órfãos para trabalhar.

Os meninos geralmente saíam para caçar presas de pequeno porte, enquanto as garotas tinham a tarefa de coletar lenha. Embora os afazeres domésticos fossem divididos, quase sempre eu tinha que fazer tudo. Era injusto, mas eu era a garota amaldiçoada.

Eu não era de fato amaldiçoada, mas assim fui chamada pelas outras crianças por ser a única sobrevivente do massacre que ocorreu na aldeia em que eu morava. Tal atrocidade veio em decorrência do sofrimento causado pela catástrofe congelante.

Eu era um bebê quando a catástrofe congelante começou. Após os primeiros anos de nevasca intensa, a comida foi ficando escassa por todo o continente, o que levou bandidos a invadirem e saquearem as aldeias mais fracas e isoladas. Por serem muitos ataques em simultâneo, o alfa de nosso país não pôde proteger a todos, resultando em incontáveis perdas.

Adentrando a casa, aproximei-me da lareira e desajeitadamente me ajoelhei no chão e comecei a encher o depósito de lenha, separando alguns gravetos e pedaços de madeira para a fogueira. Enquanto eu ajeitava, fui empurrada de lado e chutada pela Ilda.

— Está tentando fugir de suas responsabilidades fazendo tudo tão devagar? — gritou aquela senhora, apontando para a cozinha. — Já era para estar preparando o jantar!

— Sim, senhora — falei em um tom monótono, colocando-me de pé e me dirigindo para a cozinha. Eu detestava esse lugar, detestava sentir dor. A dor diária era um lembrete de que esse lugar provavelmente era ruim, embora me dissessem o contrário.

Sei que para todos eu não deveria ser uma sobrevivente. Era o que os adultos diziam, que eu deveria ter morrido, que minha história não fazia sentido. As crianças viam as palavras dos adultos como uma verdade, razão pela qual eu não tinha um único amigo neste lugar, ninguém que ficasse ao meu lado quando Ilda decidia descontar suas frustrações em mim.

Independente de minha existência ser um fardo, eu continuaria me levantando, continuaria sobrevivendo custe o que custasse, apenas contando os dias para sair desse inferno. Faltava menos de uma semana para eu completar dezoito no papel e receber a minha liberdade.

Não sei o que era mais difícil, cozinhar sozinha ou ter uma ajudante irritante. Fran, uma órfã de dezesseis anos de pele em tom médio escuro e cabelos crespos estava sentada em cima da bancada. Ela começou a rir com malícia assim que entrei, sem esconder que fora responsável por atiçar a Ilda. Ela tinha uma marca de nascença, uma pequena pinta escura por baixo do seu olho direito.

— Mia, sua feiosa. Demorou a aparecer! — provocou ela. Mia? Todos pronunciavam esse nome com o mesmo tom irritante de desdém. Eu realmente detestava esse nome. — Já cortei a carne da caça de hoje. Deixo o resto com você.

Folgadamente ela desceu do balcão, se sentou à mesa e começou a fazer as unhas em vez de me ajudar a cortar os demais ingredientes.

— Está olhando o quê? Você não precisa disso. Nem que nascesse de novo ficaria bonita — disse ela revirando os olhos.

Fran estava longe de ser um padrão de beleza, mas de fato se cuidava mais do que eu. Eu não tinha tempo para isso. Olhei para minhas mãos, cheias de calos, os dedos tão finos que praticamente se podiam ver os ossos. Eu não tinha tempo para me arrumar, então sempre mantinha meus cabelos castanho-escuros curtos para facilitar a limpeza. Minha pele clara e pálida era considerada uma cor feia. Geralmente apenas os de classe inferior possuíam essa cor, uma vez que o sangue imperial e o sangue alfa predominavam o tom médio para o escuro.

Não respondi, não adiantaria. Em vez disso comecei a trabalhar, pensando no que eu faria com minha liberdade. Órfãs como eu costumavam ganhar uma pequena quantia de dinheiro após deixar o orfanato, e oportunidades de empregos medíocres na casa da alcateia. Trabalhar a vida inteira como uma humildade empregada nada mais era do que uma forma de sobreviver, mas não era isso que eu desejava para mim, ainda mais sabendo que eu provavelmente seria menosprezada e maltratada.

— Oh não, você fez de novo! — riu Fran antes de sair correndo. Pouco depois, voltou com a Ilda, apontando o dedo na minha direção e fazendo acusações infundadas. — Senhora, ela está se aproveitando para roubar comida antes da hora.

— Eu só estava provando o caldo para ver se o tempero está no ponto — respondi friamente. Era algo de rotina, então não entendia o motivo pelo qual sempre tinha alguém para fazer alarde sobre isso. Mas eu não podia fazer diferente, porque se eu errasse no sabor, seria agredida não só pela Ilda mas pelos meninos que tiveram dificuldades em conseguir a carne.

— Ela estava pegando carne junto — disse Fran. — Eu vi!

— Isso não...

— Calada! — gritou Ilda, como sempre sem me dar chance de defesa. — Parece que você nunca aprende. Saia! Sem jantar hoje para você! Como punição, passará a noite na rua.

Eu apenas queria dizer que não fiz o que ela me acusou. Eu estava fazendo um ensopado, e a carne foi desfiando no caldo. Eu simplesmente coletei um pouco de caldo sem me atentar a isso, o que não era nenhum crime, mas não era isso que pareciam pensar. Deixando a colher na pia, andei até a porta dos fundos.

Era preferível para mim passar a noite ao relento do que receber chutes e açoites daquela velha. Ultimamente vinha passando mais tempo fora do que no orfanato. Possivelmente ela não queria gastar energia me punindo e achava que o frio era o suficiente. Para dizer a verdade, todos diziam que o frio era muito pior, e sempre que ela queria castigar alguém dessa forma, imploravam para serem açoitados com medo de morrerem congelados. Diferente dos outros, eu nunca reagia a nenhum tipo de punição, não dizia uma palavra e não expressava emoções, mas a verdade era que o frio nunca me incomodou. Desde que me entendia por gente, frio e calor eram a mesma coisa para mim, e o frio, mesmo que extremo, era aconchegante.

Minha calça comprida estava com alguns rasgos no joelho, meu casaco de lã velho era fino e impróprio para dias de neve. O sapato em meus pés estava furado, então costumava entrar neve. Esta dificilmente se derretia, já que meus pés ficavam tão frios quanto a própria neve. Eu me acostumara ao frio e gostava de mantê-los assim.

Havia apenas uma única pessoa neste mundo que se importava comigo, e ele estava lá, como se estivesse esperando por mim. Uma humilde cabana no meio do bosque era nosso ponto de encontro, e nas noites frias quando eu não era castigada, fugia somente para vê-lo.

— Mia! — exclamou uma voz grave. Levantando-se da cadeira da varanda, correu até mim com uma manta, colocando-a sobre meus ombros e abraçando-me com suavidade. Nossos olhos se encontraram e senti minha respiração acelerar sutilmente. — Mia, você está muito gelada. Entre!

— Ryan... — sussurrei, mas as palavras não saíam. Eu não sabia bem o que sentia, mas gostava de vir aqui, gostava de estar com ele. Talvez por ele ser a única pessoa que me tratava como se eu fosse alguém.

Selecionar Capítulo

CH. 1CH. 2CH. 3
CH. 4
CH. 5
CH. 6
CH. 7
Todos

Leia a Novel Completa em

moboreader
Agora, leitura grátis disponível
A Noiva dos Gêmeos da Máfia
A Noiva dos Gêmeos da Máfia
Lila acorda nua na cama do chefão da máfia mais temido. Para sobreviver ao escândalo, aceita um contrato brutal: ser esposa e dar um herdeiro. Mas descobre que são dois gêmeos idênticos, igualmente possessivos. Dark romance com obsessão, desejo proibido e perigo. Leia grátis no PinesDramas.
A Obsessão do Magnata
A Obsessão do Magnata
Em A Obsessão do Magnata, a bioquímica Morgana precisa financiar o tratamento do filho. Após um acidente com Theodoro, CEO da CyberCore, este romance moderno de billionaire revela uma proposta ousada: uma noite de prazer por sua ajuda. Leia este web novel e descubra o preço da sobrevivência.
A tentação inesperada do magnata frio
A tentação inesperada do magnata frio
Em A tentação inesperada do magnata frio, Corinna salva Andres de um destino cruel. O herdeiro implacável e a jovem formam uma aliança contra conspirações familiares, transformando cooperação em um romance inesperado. Leia este billionaire romance e descubra essa emocionante web novel online.
Amor após o divórcio
Amor após o divórcio
Em Amor após o divórcio, Adeline abandona um casamento frio para recomeçar sua vida. Este modern novel acompanha sua libertação de um marido indiferente que aposta em seu arrependimento. Descubra nesta romance novel como ela ignora o passado para encontrar um novo destino e poder e poder.
Casamento por Contrato: A Herdeira e o CEO
Casamento por Contrato: A Herdeira e o CEO
Em Casamento por Contrato: A Herdeira e o CEO, Isabela deve casar-se em um ano para herdar sua fortuna. Ela propõe um acordo a João Pedro, um empresário em crise. Este romance moderno explora os riscos de uma farsa entre herdeiros e billionaire romance novels em uma trama de negócios.
Ela o construiu, depois o destruiu
Ela o construiu, depois o destruiu
Em Ela o construiu, depois o destruiu, uma arquiteta política planeja sua vingança após descobrir a traição do marido. Entre segredos de um crime passado e fraude eleitoral, este romance modern revela que o preço do poder é alto. Leia livros online grátis e descubra este mystery story.
Logo
Seu guia para os melhores dramas curtos online. Prévias gratuitas, informações completas do elenco e links para plataformas oficiais — tudo em um só lugar.
©2026 PinesDramas Todos os direitos reservados