Ele Queria Amante, Consegui O Patriarca

Laís Prudente POV:

Maria me olhou com os olhos arregalados, chocada com a minha súbita decisão.

"Mas... senhorita Laís, seu dedo ainda está sangrando!" ela exclamou, apontando para a pequena ferida que eu mal sentia.

"Não importa," eu respondi, com a voz mais firme do que eu mesma esperava. "Não temos tempo para feridas banais."

Eu peguei uma faixa de gaze e enrolei apressadamente em volta do meu dedo, apertando o suficiente para estancar o sangramento, mas não o bastante para me incomodar. Meus olhos encontraram os de Maria, e neles, ela viu uma determinação que nunca havia visto antes.

Em menos de meia hora, eu estava no carro, rumo à mansão de Isabela Fogaça. O trajeto, geralmente lento e pontuado pelo tráfego da cidade, pareceu voar. Minha mente trabalhava em ritmo acelerado, planejando cada palavra.

Chegando à mansão, apertei a campainha. A porta foi aberta por um dos mordomos de Isabela, que me olhou com surpresa.

"Senhorita Prudente? Não esperávamos a sua visita hoje," ele disse, a voz cheia de cautela.

"É uma visita de última hora," eu expliquei, mantendo minha compostura. "A tia Isabela está disponível?"

Ele me conduziu à sala de visitas, onde Isabela estava sentada em um suntuoso sofá de veludo, rodeada por outras senhoras da alta sociedade. Elas tomavam chá e conversavam animadamente sobre os novos desfiles de moda em Paris. O aroma de biscoitos finos e chá de jasmim pairava no ar, uma cena de placidez que parecia irreal diante da tempestade que eu carregava dentro de mim.

Isabela, minha futura sogra – ou ex-sogra, eu ainda não tinha certeza de como chamar, largou a xícara de porcelana quando me viu. Seus olhos castanhos, geralmente astutos e cheios de vida, se arregalaram.

"Laís, querida! Que surpresa agradável," ela disse, levantando-se. "Lauro me disse que você estaria experimentando o vestido de noiva o dia todo."

Minha mãe, que estava sentada ao lado de Isabela, soltou um suspiro e me lançou um olhar preocupado. Ela já sabia.

Eu caminhei até Isabela, meus passos firmes. Quando cheguei perto dela, flexionei os joelhos e me ajoelhei no tapete persa.

O burburinho na sala cessou abruptamente. Todas as senhoras, inclusive minha mãe, pararam o que estavam fazendo, seus olhares fixos em mim.

Isabela arregalou os olhos.

"Laís! O que significa isso?" ela perguntou, a voz cheia de choque, enquanto tentava me levantar.

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