DESEJO PROIBIDO: A VAMPIRA E O PRINCÍPE

Eu estava numa floresta próxima a Volterra, procurando por alguém que havia se perdido. Minha sede me consumia, um estado que eu detestava com todas as minhas forças. Usava um vestido preto e óculos escuros, tentando manter a compostura enquanto seguia o rastro até encontrar um jovem indefeso, perdido na floresta. Era moreno, com olhos negros, e se alegrou ao me ver.

— O que uma linda donzela faz numa floresta como esta? — ele perguntou, tentando me conquistar, embora fosse uma tarefa árdua.

— Eu que pergunto. Moro por essas redondezas, mas você parece estar perdido — respondi, com uma ponta de ironia.

— Sim, estou perdido — admitiu ele, com um sorriso no rosto.

— Vou tirá-lo daqui. Siga-me — eu disse.

A presa se tornava ainda mais fácil de seduzir quando estava disposta, e ele claramente estava. Decidi guiá-lo para o caminho da perdição, levando-o até o fundo da floresta, onde ninguém ouviria seus gritos de agonia.

— Ei, gatinha, acho que você também acabou se perdendo — ele disse, tentando brincar.

— Eu sei — pensei, que desperdício, ele até que era bonitinho.

— Então, o que vamos fazer? — perguntou ele. Aproximei-me e murmurei em seu ouvido:

— Você decide. Faça o que está pensando.

Ele não hesitou. Agarrou minha cintura, beijando-me com bravura e encostando-me em uma árvore. Quando afastou seus lábios dos meus e começou a beijar meu pescoço, murmurou:

— Como você é fria.

— Eu sei.

Empurrei-o com toda minha força, jogando-o no chão. Ouvi seu grito de dor; provavelmente havia quebrado uma de suas costelas.

— Olha o que você fez, garota maluca! — reclamou ele.

Aproximei-me num piscar de olhos, removendo os óculos e revelando meus olhos vermelhos.

— O que você acha que eu pretendia ao trazê-lo aqui? — perguntei, colocando a mão sobre sua perna. — Pensou que eu estava a fim de você?

Quebrei sua perna, e ele berrou de dor.

— Que tipo de monstro você é?

Aproximei-me ainda mais de seu ouvido e murmurei:

— Vampira.

Então, mordi seu pescoço, e ele gritou em agonia. O grito era uma das coisas que eu mais apreciava nas minhas vítimas — o grito de dor, tristeza, e medo de perder a vida. Seu sangue quente descia suavemente por minha garganta, saciando minha terrível sede.

Deixei o corpo lá e corri de volta para o castelo, já satisfeita.

Quando cheguei, cumprimentei a todos educadamente, e então meu irmão, Alex, veio falar comigo.

— E aí, o rango foi bom?

— Até demais. E o seu?

— Peguei uma garota que dizia ser obcecada por vampiros. Sabe, uma dessas que fica falando que queria que vampiros existissem?

— Entendo. Já passei por isso. — E muito, pensei. — E como você a matou? — perguntei, enquanto caminhávamos para o salão principal.

— Cheguei perto do ouvido dela e murmurei: "Você quer ver um vampiro de verdade?" E ela aceitou. Então, eu a mordi.

— Presa fácil — comentei.

— E você, como foi?

— Eu o seduzi.

— Outra presa fácil — disse ele.

Quando chegamos ao salão, encontramos Alfred, Cai, Marcos e os outros sentados em suas cadeiras.

— Jane, querida — disse Alfred. Aproximei-me e fiz uma reverência. — Minha criança, você se alimentou bem?

— Sim, senhor. Uma presa fácil, mas muito suculenta — respondi, estendendo a mão, que ele tocou. Ele tinha o poder de ver ações que havíamos feito, comprovando que ninguém estava mentindo para ele. Ou seja, não tinha como enganá-lo.

— Muito bom ter levado-a para as profundezas da floresta, Jane. Está de parabéns. E você, Alex?

Alex se aproximou e fez o mesmo que eu.

— Hum... Uma garota fascinada por vampiros. Que bom que você realizou o sonho dela, Alex, mostrando-lhe um vampiro antes de morrer.

Alex sorriu.

Fui dispensada e subi para meus aposentos. Coloquei uma música clássica — uma das minhas favoritas, "Lucia di Lammermoor" de Vitas — e comecei a dançar balé no grande espaço do meu quarto. Muitas vezes, eu havia me apresentado neste castelo para nossas presas.

Eu era a melhor bailarina de todos os tempos, como Alfred costumava dizer.

Girei pelo quarto, apreciando a música. Dançar era uma das coisas que eu mais gostava. Fazia um verdadeiro espetáculo ali.

Eu não errava um passo. Além de dançar, eu também tocava piano e violino, e cantava ópera.

Não apenas tinha o talento de torturar mentalmente, mas também possuía esses dons artísticos.

A música tocava, e eu cantava de acordo com ela. Depois de alguns minutos dançando, a música terminou.

— Belíssimo, como sempre — comentou Hector, na porta.

— Obrigada. Quer dançar? — convidei. Hector também dançava balé, e eu comecei a cantar a famosa música de "O Fantasma da Ópera", uma das minhas favoritas. Dançamos e cantamos pelo quarto.

Mesmo sendo uma vampira, eu me divertia com minha família.

Nunca pensei em arranjar um companheiro para viver um "felizes para sempre" comigo, e também não estava interessada.

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