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Casamento Relâmpago com o Mafioso
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Casamento Relâmpago com o Mafioso

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Em Casamento Relâmpago com o Mafioso, Melanie salva Cesare, o futuro Don da Camorra, e acaba presa em um noivado de conveniência. Neste romance de máfia, ela deve navegar por um mundo perigoso onde o poder e a obsessão ditam as regras. Leia este web novel e descubra o preço da sobrevivência.

Capítulo 1 de Casamento Relâmpago com o Mafioso

"Não vou fingir ser sua namorada!", o atrevimento dele! E, com a maior cara-de-pau, ele respondeu: 

"Eu não falei sobre ser namorada." 

Cruzei os braços na frente do peito. 

"E sobre o que estamos falando, então?" 

"Eu quero que finja ser a minha noiva." 

- - - - - - - - - - - -

MELANIE

Um frio intenso estava corroendo os meus ossos, quando saí do abrigo. Já estava tarde e o fino casaco que cobria os meus ombros não era o suficiente, porém, era o que eu tinha. 

Ouvi um barulho abafado ao passar por um beco, porém, resolvi ignorar. Nova York era um lugar cheio de tudo, inclusive de pessoas mal intencionadas, e o melhor que alguém podia fazer era cuidar da própria vida. 

O som novamente, porém, parecia um lamúrio. Será que tinha alguém ferido? 

Indo contra o meu melhor julgamento, eu resolvi  entrar no beco. Parecia vazio. Peguei a lanterna do celular e iluminei o local. Foi quando vi um sapato no chão, mas ele estava em pé, portanto, alguém o calçava. Me aproximei e o gemido, dessa vez, mais audível. 

Corri para perto e empurrei umas caixas de papelão que cobriam a pessoa. A primeira coisa que eu vi foi o vermelho do sangue na camisa branca. Minha garganta secou na hora! 

"Moço!", eu olhei finalmente para o rosto dele, que, apesar de pálido, era muito bonito. Balancei a minha cabeça, porque aquele não era o momento! "Eu vou ligar pra ambulância, segura aí!" 

Minhas mãos estavam tremendo, porém, antes que eu pudesse clicar em 'LIGAR', uma mão segurou o meu pulso. Olhei para baixo e o homem me encarava, com os olhos mais fechados do que abertos. 

"N-não," ele disse numa voz fraca.

"Você levou um tiro! Eu tenho que ligar pra ambulância e pra polícia!" 

"Não!", dessa vez, a voz dele soou mais forte. "Não posso... vão me matar... Preciso... Casa..." 

E ele perdeu a consciência. Eu xinguei baixinho. O que eu ia fazer? Alguém tentou matá-lo, com certeza, então, se ele fosse pro hospital, talvez terminassem o serviço. 

"Eu vou me arrepender disso, eu sei que vou!"

Como eu levaria aquele homem? Eu não tinha condições de carregá-lo, sem dúvidas. Mordi meus lábios e disquei o número de quem me ajudaria. 

"Mel!", a voz de Spencer soou do outro lado da linha. 

"Preciso que venha me buscar... de carro. É muito urgente!"

"O que houve? Você tá naqueles dias, é isso?"

"Spencer! Por favor, só venha! Eu tô na... Melrose com a 152 nd St. Por favor, só vem. Depois eu explico!"

Spencer, como sempre, acatou o meu pedido e, não muito depois, estávamos colocando um homem estranho e semi consciente dentro do carro do meu melhor amigo. 

"Eu acho bom você me explicar isso muito bem, Melanie Walton. Tem um homem baleado no banco traseiro do meu carro!"

"Desculpa, Spencer! Ele... ele disse que não podia ir pro hospital, estava em perigo..." 

Spencer balançou a cabeça e suspirou, olhando para mim pelo retrovisor. 

"Esse seu coração mole ainda vai te colocar em encrenca. E eu vou me dar mal junto, porque não consigo dizer não pra você!"

Eu sorri e pisquei os olhos, o que fez Spencer bufar. Ele não resistia à minha fofura! 

Já no meu apartamento, Spencer me ajudou a colocar o estranho na cama e a limpar o ferimento. Ele era enfermeiro, pelo que eu era imensamente grata. 

"Você me deve uma, lindinha. Nossa, olha só esse abdômen trincado! E essas tatuagens dão o charme final..."

"Spencer!", eu o repreendi. Sim, o estranho tinha um corpo de dar inveja, mas por favor, não era o momento!

Spencer deu de ombros. 

"Eu não sou cego, graças a Deus. Agora, eu preciso ir pro meu turno no hospital. Qualquer coisa, me liga e eu vou ver se consigo te ajudar, tá bem?", ele deu um beijo na minha testa. "Assim que ele acordar, Mel, fale com ele e o mande embora. Se alguém está atrás dele, virão atrás de você!"

Spencer se foi e me deixou ali, com o estranho. 

Eu decidi preparar algo para comer e, quando voltei para o quarto, o 'paciente' estava acordando. 

O homem, mesmo após levar um tiro, perder sangue e ter olheiras, estava lindo. Os olhos âmbar dele se pregaram em mim e na bandeja nas minhas mãos. Eu arrisquei um sorriso, porém, ele não mudou de expressão, observando os meus movimentos como se estivesse pronto para me atacar. 

Coloquei a bandeja em cima da cômoda perto da porta. 

"Como se sente?", eu perguntei, afinal, coisas como 'nossa, você está acordado', ou 'você está bem?' não me pareciam muito corretas a se perguntar. 

"Quem é você?", a pergunta dele estava carregada de desconfiança e... acusação? 

Levantei minha sobrancelha. O atrevimento dele! 

"Eu que deveria te perguntar, afinal, você tá na minha casa. Um estranho que eu encontrei baleado em um beco, no meio da noite, e que se recusou a ir ao hospital," coloquei minhas mãos na cintura. "Eu sou Melanie Walton. Quem é o senhor?"

"Onde está a minha arma?" ele ignorou a minha pergunta. Engoli em seco. 

"Não tinha arma nenhuma quando o encontrei," remexi a boca, nervosamente. Então ele não foi apenas uma vítima de um atentado ou coisa do tipo, apenas. 

"Cazzo!", ele respondeu baixinho. Certo, eu não era fluente, mas tinha estudado um pouco de italiano. Italiano, armas...

"Você é da máfia?", perguntei. Pra que ficar dando voltas? 

"Se não sabe quem eu sou, melhor continuar assim. Preciso de um telefone," ele falou, arfando. Era evidente que o homem estava com dor. 

"Certo. Mas antes, coma alguma coisa. Fiz sopa de batata com frango. Bati no liquidificador. Tá bem fácil de digerir." Segui as instruções de Spencer. O homem me olhou, desconfiado e eu revirei os olhos. "Moço, se eu fosse te envenenar, teria sido mais fácil te matar quando você estava desacordado, não acha?"

Estalei a língua e peguei a colher, joguei a cabeça para trás e despejei um pouco da sopa na minha boca, não encostando no utensílio. Ele estava machucado e eu não sabia se era seguro levar as bactérias da minha boca pra dele. Olhei para ele desafiando-o a dizer que aquela comida estava envenenada. 

Ele remexeu a boca e fez sinal para que eu levasse o prato para perto dele. Enchi uma colher, me sentei na beirada da cama e levei a sopa à boca dele. O homem me encarava de uma maneira perturbadora, porque ao mesmo tempo que dava um certo medo, ele era lindo demais e eu tenho que admitir que fiquei encantada. 

"O senhor levou um tiro. Tem certeza de que não quer ir para um hospital? Meu amigo tirou a bala, mas ainda acho melhor..." 

"Quem é o seu amigo?" Os olhos dele correram para a porta e, então, de volta para mim, que ainda segurava a colher perto da boca dele. Encostei-a nos lábios do homem, que abriu a boca e sorveu o conteúdo. 

"Meu amigo é o meu amigo. E ele não é nenhuma pessoa perigosa!", balancei a cabeça. "Você deveria ser mais grato!" 

Ele nada disse e olhou para a sopa, indicando que eu deveria servir-lhe mais. Era mesmo um abusado! Mas ele estava doente e eu seria uma boa samaritana e engoliria as palavras mais rudes presas em minha garganta. 

"Preciso de um telefone," ele repetiu e eu limpei a boca dele. O homem me olhou e estreitou os olhos. "Qual o seu nome?" 

"Mel", respondi. "E o seu?" 

"Há quantas horas estou aqui? Preciso de um telefone," 

Apertei os lábios em uma linha fina. 

"Primeiro, responda o que estou perguntando!" 

"Se acha que eu não vou fazer nada com você porque estou machucado, você se engana!"

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