Bella

Bella

Eu entrei em casa, ainda sentindo o eco da música da balada. O silêncio era um contraste agradável. Peguei uma lasanha congelada na geladeira e coloquei no micro-ondas. Enquanto esperava, fui para o meu quarto, tirei a roupa da balada e tomei um banho relaxante. O pijama macio era um abraço confortável.

Depois de comer a lasanha, escovei meus dentes e me preparei para dormir. Ainda tinha que acordar cedo no dia seguinte. A cama parecia um oásis, e eu me deitei, sentindo o cansaço da noite se dissipar.

Enquanto fechava os olhos, não pude deixar de pensar em Caleb. Seu sorriso, seus olhos azuis, a forma como ele me fez sentir segura. Será que era apenas uma noite divertida ou algo mais? Pensei em como ele apareceu no momento certo, salvando-me do desconfortável encontro com o loiro.

Meu telefone vibrou na mesa de cabeceira. Era uma mensagem de Angel.

"Oi, garota! Chegou bem em casa?"

"Sim, obrigada! Já estou dormindo. E você, como foi na casa de Damon?"

"Divertido, como sempre. Damon está com ciúme do Caleb, mas não se preocupe, eu expliquei tudo para ele."

Sorri ao ler a mensagem. Angel sempre sabia como me fazer rir.

"Boa noite, amiga!"

"Boa noite, Bella!"

Desliguei o telefone e fechei os olhos, deixando o sono me levar.

No entanto, meu cérebro insistia em relembrar os detalhes da noite. Caleb, o motoqueiro misterioso. Quem seria ele, realmente?

Acordo com Angel me chamando .

— Bella acorda que está na hora ! — diz .

— haaa não deixa eu dormir mais um pouco ! — falo me virando na cama.

— não mocinha vai levantar , antes que eu pegue um balde de água para jogar em você ! — fala .

Me levanto na mesma hora , se tratando da Angel não se podê dúvida de nada .

Vou tomar banho , visto calça jeans , blusa e jaqueta jeans.

— tô pronta ! — fala entrando na cozinha .

— Bom dia ! — diz — como foi ontem com o gostosão ? — pergunta .

— Não foi ! Não temos nada Angel só foi uma carona ! — falo .

— Ham ham ! — diz rindo .

— parar vai , deixa eu ir lá se não vou me atrasar ! — falo indo porta.

— Te vejo mais tarde ! — diz .

— não vai trabalha hoje ? — pergunto estranhando por quê só agora percebi que ela ainda estava de pijama .

— Tô de folga ! — fala .

— Sortuda ! — falo rindo .

Ela ri .

— tchau ! — fala .

— tchau ! — falo .

Saio do prédio é para minha surpresa Caleb está parado me esperando pelo menos eu acho quê é por mim.

— Bom dia, trouxe café! — diz ele, me estendendo uma xícara.

— Bom dia, o que faz aqui? — pergunto, surpresa.

— Queria garantir que você acordasse bem e com energia para o dia — responde ele, sorrindo.

— Você não precisava fazer isso — digo, sentindo-me tocada pelo gesto.

— Mas eu quis — diz ele, simplesmente.

Olho para ele, procurando entender o que está por trás desse gesto. Será que ele está interessado em mim?

— Obrigada — digo, pegando a xícara.

— De nada — responde ele. — Posso te levar ao trabalho?

— Não precisa, vou de ônibus — digo.

— Não vai ser necessário — insiste ele. — Estou aqui, posso te levar.

Sinto-me dividida. De um lado, é uma gentileza. De outro, não quero criar expectativas.

— Não precisa, vou de ônibus — digo.

— Não vai ser necessário — insiste ele. — Estou aqui, posso te levar.

Sinto-me dividida, mas acabo cedendo.

— Ok, obrigada — digo.

Caleb sorri e me leva até seu carro.

Durante o caminho, ele pergunta sobre meu trabalho e eu respondo de forma casual.

— Você trabalha muito? — pergunta ele.

— Sim, bastante — respondo.

— Você deveria cuidar mais de si mesma — diz ele, olhando para mim com intensidade.

Sinto um arrepio.

— Estou bem, obrigada — digo.

Chegamos ao local de trabalho e Caleb desliga o motor.

— Posso te buscar depois do trabalho? — pergunta ele.

— Não precisa, vou encontrar com Angel — digo.

— Vou vim te buscar — insiste ele. — Quero garantir que você chegue em casa segura.

Sinto uma onda de desconfiança.

— Caleb, não precisa fazer isso — digo.

— Eu quero — repete ele. — Você é importante para mim.

Olho para ele, surpresa.

— O que você quer dizer? — pergunto.

— Quero dizer que estou interessado em você — diz ele. — E quero cuidar de você.

Sinto-me desconfortável.

— Eu... — eu hesito antes de falar — Desculpe, mas não estou interessada em me relacionar com ninguém.

Caleb olha para mim, surpreso e desapontado.

— Não entendo — diz ele. — Eu pensei que...

— Desculpe, Caleb. Você é um cara legal, mas não estou pronta para nada sério agora — explico.

Ele franze a testa.

— É por causa de alguém? — pergunta, com um tom de voz um pouco mais alto.

— Não, não é isso. É apenas que estou focada na minha carreira e na minha vida agora — respondo.

Caleb olha para mim, intensamente.

— Eu não vou desistir, Bella. Você é especial e eu sei que podemos ter algo bom — diz ele.

Sinto um arrepio.

— Caleb, por favor, entenda. Não estou interessada — repito.

Ele olha para mim, por um momento, antes de responder.

— Está bem. Entendi — diz ele, com um tom de voz frio.

Saio do carro de Caleb sem ao menos me despedir, sentindo um misto de alívio e desconforto. A conversa havia tomado um rumo inesperado e eu precisava escapar daquela situação.

Ao entrar na escola, respiro fundo e tentei afastar os pensamentos sobre Caleb. Precisava me concentrar no meu trabalho e esquecer a sensação desconfortável que ele havia me deixado.

Encontro com Angel no refeitório.

— Oi, garota! Como foi a carona com o gostosão? — pergunta ela, com um sorriso.

— Foi... estranho — respondo, sentando ao lado dela.

— O que houve? — pergunta ela, curiosa.

— Ele ficou insistindo em me levar para casa e depois descobriu que não estou interessada nele. Ficou meio... estranho — explico.

Angel franze a testa.

— Isso não parece bom. Você acha que ele é perigoso?

— Não sei... — respondo. — Mas não quero mais ter nada a ver com ele.

Angel coloca a mão no meu ombro.

— Não se preocupe, estou aqui para você.

Estamos sentadas no refeitório da escola, tomando café e conversando.

— Pensei que não viesse trabalhar hoje, o que houve? — pergunto.

— O babaca do Diogo faltou hoje, é a insuportável da diretora me chamou para cobrir o lugar dele — responde Angel, revirando os olhos.

— Ugh, que chato! — digo. — E você estava tão animada para ter o dia de folga.

— Eu sei, né? — diz Angel. — Eu tinha planos de dormir até tarde e assistir filmes o dia todo.

— E agora? — pergunto.

— Agora vou ter que lidar com a diretora e os alunos o dia todo — responde Angel, suspirando.

— Você vai precisar de um prêmio depois disso — digo, sorrindo.

— Com certeza! — concorda Angel. — Vamos combinar de sair para jantar hoje e esquecer esse dia horrível.

— Fechado! — digo.

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