Alex
Acordei tarde e novamente não sabia onde estava, demorei para lembrar da pequena que havia dormido comigo essa noite. Não conseguia lembrar seu nome, mas a noite havia sido ótima, até mesmo guardaria o telefone dela para outra ocasião em que não aparecesse ninguém para dormir comigo.
O que era muito difícil, pois sempre tinham meninas praticamente brigando para ficar comigo. Não que eu seja convencido, até sei da minha fama de galinha, mas o fato é que é muito fácil para mim conseguir a mulher que eu quiser.
Rolei da cama em silêncio tentando não acordá-la. Seria mais fácil se ela estivesse dormindo e não ficasse me enchendo para saber se eu ia ligar ou não. Mas ela acordou toda dengosa. Merda!
_Já vai? -Falou com voz melosa.
_Tenho que ir para o galpão levar umas fantasias, estou atrasado.
_Hum... Que pena! Vai me ligar?
Eu sabia!
_Não sei, talvez num dia desses que esteja sem nada para fazer...
Achei que ela ia me expulsar como algumas faziam, mas ela apenas sorriu.
_Tá! Vou esperar. Você não vai me dar seu telefone?
Dei uma gargalhada.
_É claro que não, nunca dou meu telefone para estranhos.
_Mas nós dormimos juntos, não somos mais estranhos!
_Desculpe, mas eu sou assim, se vc quiser que eu ainda te procure, não me pressione.
Eu nunca mentia para elas, e parece que elas gostavam de ser tratadas assim.
Dei-lhe um último beijo e sai. Tinha que estar no galpão bem cedo e tinha perdido a hora, agora ia ter que aguentar Seu Clóvis, meu patrão, enchendo meu saco.
As fantasias tinham que estar prontas em uma semana, eu precisava me apressar, mas sempre aparecia uma mulher e eu acabava esquecendo das obrigações.
Estava descendo a ladeira quando a caixa caiu e espalhou tudo, eu ia praguejar mas foi aí que vi a coisinha mais linda do mundo bem na minha frente.
Ela era linda, morena, cabelos castanhos compridos e uns olhos pretos que me fizeram perder a linha. Devia ser nova, em torno de uns 17 anos, mas nunca me importei com a idade.
Fiquei lá parado como um idiota olhando enquanto ela juntava a máscara que foi parar nos seus pés. tinha uma criança com ela, pareciam ser irmãos.
Foi o menino que falou e me fez acordar, me apresentei e joguei um charme, ela ficou muito vermelha! Céus de onde vinha essa garota? Com certeza era nova aqui porque eu nunca tinha ficado com ela.
Depois de um pouco de conversa soube que era gaúcha, eu tinha ouvido falar que as gaúchas eram quentes na cama! Teria que provar uma para saber!
Mas isso logo aconteceria, antes que eu piscasse ela estaria na minha cama, disso eu tinha certeza.
No dia seguinte passei em frente à casa e ela estava falando com a Ana, não lembrava direito, mas provavelmente eu já tinha ido para a cama com ela também. Fui falar com elas e aproveitei para me aproximar mais da garota, Martina o nome dela, acho que pelo fato de ela ficar corando e ser tão tímida percebi que tinha que ir mais devagar com ela.
Ela devolveu a máscara que eu tinha deixado com ela no dia anterior, não me olhava quando falava comigo, caramba! Pelo jeito ela era bem inexperiente, ou estava fazendo tipo para chamar minha atenção.
Eu ia passar mais vezes em frente à casa, mas não hoje, pois tinha um encontro com a Laura, desta vez estava abrindo uma exceção, ia sair com ela pela segunda vez, mas só por que era uma das mulatas mais bonitas do bairro, só tinha que tomar cuidado para não dar falsas esperanças a ela.
Essas meninas tinham mania de achar que se eu saísse duas vezes com elas estava namorando, e isso era a última coisa que eu queria, minha vida estava boa demais assim!
As vezes eu sentia falta de me abrir com alguém, mas dai procurava minha irmã Janaína e tínhamos longas conversas sobre a maneira como levava minha vida.
Jana achava errado o que eu fazia com as mulheres, porque ela estava sofrendo muito por causa de um filho da mãe que a traiu. Mas elas aceitavam as coisas como eram, então a culpa não era só minha.
Jana era muito sentimental, era linda, uma loira de "parar o trânsito", mas tinha se envolvido com um canalha cheio da grana que só a usou e acabou deixando ela para ficar com uma empresária de São Paulo.
Nunca entendi bem a história, porque os dois pareciam muito apaixonados e de repente tudo acabou e minha irmã ficou na maior fossa.
Quando a noite chegou fui encontrar Laura, ela estava deslumbrante como sempre, passamos a noite juntos, na casa dela, mas eu não parava de pensar na gauchinha.
Na verdade não via a hora de amanhecer pra eu passar em frente à casa dela de novo.
Acordei bem cedo e me livrei da Laura, fui um pouco grosso, mas não pretendia mais sair com ela, duas vezes até podia acontecer, mas três, nem pensar!
Fui quase correndo, mas ela não estava lá, para minha surpresa fiquei desapontado, eu já estava me estranhando, nunca tinha agido assim.
À tarde passei mais uma vez na esperança de vê-la e para minha alegria lá estava ela com o irmão e com a Ana. Sem pensar duas vezes fui falar com ela, antes de eu chegar Ana se despediu e quando passou por mim apenas me cumprimentou, eu tinha a impressão que ela não gostava muito de mim.
Me aproximei e ela já estava corada olhando para o chão, ah! Que visão perfeita! Ficaria mais perfeita ainda nua na minha cama!





