A mulher continuou encarando Stella enquanto Dylan se aproximava dela e só desviou o olhar quando ele parou na sua frente.
- Achei que fosse demorar um pouco mais. - Dylan falou, puxando-a pela cintura.
- Pelo que acabei de ver, vejo que voltei na hora certa. Quem é ela? - perguntou, olhando novamente para a desconhecida à sua frente.
- Não seja ciumenta.
Dylan aproveitou a proximidade e a beijou. Stella viu toda a cena de onde estava e, à medida que observava seu companheiro beijando outra mulher na sua frente, sentia seu coração apertar. Por mais que preferisse que ele não fosse seu companheiro, o vínculo ainda estava lá, o prazer, mas também a dor.
Ela abaixou o olhar, tentando não prestar atenção à interação dos dois à sua frente. Dylan terminou o beijo e se afastou dela, sentando-se em sua cama improvisada.
- Ela foi trazida com a irmã do Alfa, que é companheiro da loba branca, e por coincidência, ela é minha companheira. Eu queria ver como era a sensação do vínculo que todos falam e é realmente interessante - falou, olhando para Stella.
A bruxa notou o olhar de Dylan em direção à sua companheira, aproximando-se de Stella, que ainda mantinha seu olhar no chão, tentando não demonstrar o que estava sentindo naquele momento.
- Espero que você não se apegue a esse sentimento. Manter-se preso a esse vínculo pode ser perigoso para seus objetivos. - Ela alertou Dylan e se posicionou atrás de Stella. - Ela nem mesmo é bonita, tem uma aparência simples e medíocre. O que vai fazer com ela?
Dylan sorria enquanto Emma falava. Para ele, estava sendo divertido ver a bruxa com ciúmes de sua companheira, apesar de ter deixado claro que não pertencia a ela e que nunca deixaria a paixão ou o amor o dominarem.
- Emma, até parece que não me conhece. Vou rejeitá-la. Não me importo com o vínculo de companheiro. Quando conquistar o que quero, posso ter quem eu quiser e quando eu quiser.
Ouvir aquelas palavras fez Stella erguer a cabeça, prestando atenção em como ele parecia estar se divertindo com aquela situação. Emma ficou de frente para Stella, que abaixou o olhar, mas sentiu seu queixo ser levantado para olhar para Emma.
- Já passaram por aqui outras cadelas como você. Ele brincou, usou e descartou, como fará com você. Quero que veja que mesmo que ele use alguma de vocês, sou eu quem dá prazer a ele.
Emma soltou o queixo dela e se aproximou de Dylan. Ele manteve o olhar na morena, que se aproximou com graça e sensualidade.
- Essa sua expressão indica que está com saudade. Vou rejeitar a garota e mandá-la de volta para continuarmos - afirmou ele, pegando na mão dela.
- Não. Por enquanto ainda não a rejeite. - Emma pediu com um sorriso de lado.
Emma era tão sádica quanto Dylan; alguns diziam ser por isso que se davam tão bem. Ela queria ver Stella sofrer, pelo simples fato dela ser a companheira do homem que ela ajudava. Sendo uma bruxa, ela sabia que Stella sentiria dor ao ver e sentir que seu companheiro estava com outra.
Dylan sabia que poderia esperar qualquer coisa de Emma, mas estava curioso para saber o que ela pretendia. Emma se inclinou, começando a beijá-lo. Não demorou muito para que ela tirasse a camisa dele, e Dylan entendeu o que ela queria fazer.
- Por que ele está fazendo isso? Por que quer tanto nos machucar? - A loba de Stella choramingou em sua mente.
- Está claro que ele é um homem cruel, Fani. Eles sentem prazer em ver a dor e o sofrimento dos outros. - Stella respondeu a sua loba, enquanto observava a interação dos dois naquela cama.
Emma já tinha tirado o restante da roupa de Dylan e, ao ver aquilo, a pequena ômega apertou ainda mais a camisa que segurava e tentou sair da tenda, mas foi impedida.
- Eu não disse que você poderia sair. Volte para onde estava. - Dylan a repreendeu.
A ômega apertou a barra da camisa e voltou para o lugar onde estava, ficando de cabeça baixa. Para Emma, não teria graça se ela apenas ouvisse o que estava acontecendo e não visse.
- Levante a cabeça e assista. Quero que entenda que esse vínculo não é nada, que posso ser tudo que ele precisa.
- Não ouviu, levante a cabeça. - Dylan repetiu a ordem, vendo que ela estava relutante.
Stella levantou o olhar e estava com os olhos marejados. Ela não entendia por que tinha que passar por toda aquela humilhação e por que sua vida era tão sofrida. Alguns questionamentos surgiram em sua mente; ela se perguntava por que a deusa da lua a desprezava, permitindo que passasse por tudo aquilo.
Assim que ela começou a olhar como pediram, Emma ficou em pé e puxou sua calcinha por baixo do vestido transparente que ela usava. A alça do vestido ela deslizou por seus ombros, deixando seus seios firmes à mostra, e só então voltou para a cama.
Emma olhou para Stella e começou a acariciar seu companheiro, fazendo questão de observar a reação da garota. Após alguns carinhos, ela subiu em cima dele, começando a cavalgar. Stella sentia dor naquele momento ao ver os dois transando à sua frente, os gemidos que eles soltavam pareciam perfurar seus tímpanos.
A loba de Stella choramingava em sua mente, e ela não podia fazer nada para evitar que sua loba e ela sofressem. Só podia desejar que terminassem logo e que ele a rejeitasse para não sentir mais aquilo que estava sentindo.
Infelizmente, o desejo de Stella não se realizou e eles continuaram a transar diante dela, mudando de posições, enquanto ela chorava e sentia-se cada vez mais quebrada. Quando finalmente terminaram, a barra da camisa que ela usava estava com buracos e manchada de sangue, de tanto que ela apertava seu punho.
Emma vestiu seu vestido e Dylan colocou uma calça. Ambos se levantaram e foram para perto dela. Era nítida a dor nos olhos de Stella, o que deixou Emma feliz. Dylan sentia a dor, raiva, humilhação e todos os outros sentimentos que sua companheira sentia, mas ele não se importava.
- Sei que dói, mas isso servirá para você entender que esse vínculo é inútil, que podemos ter a liberdade de estar com quem quisermos. Vou libertar você desses sentimentos. Eu, Dylan Macoi, líder dos rebeldes, rejeito você, Stella, como minha companheira.
Stella sentiu uma dor em seu peito, e como se alguns de seus ossos estivessem se partindo. Aquela era a dor do rompimento do vínculo; a partir dali, todas as sensações desapareceriam e seria como se nunca tivesse havido nada entre eles.
- Eu, Stella Dickson, aceito sua rejeição - respondeu, sua voz ainda tensa.
A aceitação de Stella fez o pequeno fio que ainda restava entre eles se desfazer, e Dylan também sentiu o rompimento. Emma assistia a tudo com prazer, mas ainda não estava satisfeita.
- Guardas! - chamou Dylan, dando uma ordem assim que eles entraram - Leve-a daqui. Já terminei o que eu queria com ela.
Stella já havia abotoado a camisa que usava quando foi segurada pelo braço e começaram a puxá-la. Emma foi atrás, e assim que saíram da tenda, deu outra ordem.
- Diga aos homens que essa é a nova escrava do acampamento; ela pode ser usada como quiserem. - Emma sorriu para Stella ao terminar de dar a ordem.
Stella suplicava que não fizessem aquilo, mas foi arrastada pelos dois homens. Emma apreciou ver aquilo, mas percebeu que um homem que estava perto não gostou nada e ainda a olhou com raiva nos olhos.





